Curitiba - O Paraná deve ter, dentro de um prazo de 60 dias, um plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC). Ontem, foi criado um grupo de trabalho para desenvolver este plano. De acordo com o secretário estadual de Agricultura, Norberto Ortigara, a previsão é começar a implantação já no início de 2012. Com isso, o Paraná deve aderir ao plano já criado pelo governo federal e incentivar agricultores e pecuaristas a adotarem práticas sustentáveis.
O assunto foi discutido em Curitiba ontem no Seminário de Sensibilização e Difusão do Plano. Entre as principais ações que o Estado pretende desenvolver estão o plantio direto de qualidade, a recuperação de áreas degradadas, a integração lavoura, pecuária e floresta; o plantio florestal, o tratamento de dejetos de animais e a fixação biológica de nitrogênio no solo.
Segundo Ortigara, haverá uma capacitação dos técnicos da Emater e das cooperativas para poder transmitir as informações com uma linguagem adequada aos produtores.
Ele destacou que o Paraná já realiaza o plantio direto, principalmente nas culturas de grãos. Além disso, há alguns trabalhos com fixação de nitrogênio, plantio florestal e integração lavoura, pecuária e floresta.
Ainda não há uma estimativa de quanto o Paraná pode atingir de redução de emissão de carbono e de volume de investimentos para a implantação do plano. A meta no Brasil é reduzir a emissão de CO2 (dióxido de carbono) em 1 bilhão de toneladas até 2020. O plano ABC pode contribuir com 133 milhões a 166 milhões de toneladas deste total.
O Plano ABC pretende capacitar 900 mil técnicos e produtores em todo o País para a prática da agricultura verde. ''O ABC vai ser a grande oportunidade para o País demonstrar o que se pratica de agricultura sustentável e como se promove a recuperação de áreas degradadas'', disse o secretário nacional de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Erikson Camargo Chandoha.
O superintendente do Banco do Brasil no Paraná, Paulo Roberto Meinerz, informou que o banco tem R$ 122 milhões para serem aplicados no programa ABC no Paraná, durante a safra 2011/12. Para o Brasil, o banco tem disponíveis R$ 850 milhões, no mesmo período. As taxas são de 5,5% de juros ao ano e prazo de pagamento de até 15 anos.
Pelo ABC, o banco vai financiar investimentos para recuperação de áreas e pastagens degradadas; sistemas orgânicos de produção; sistemas integrados de lavoura, pecuária e floresta; florestas comerciais; recomposição de áreas de preservação permanente ou de reserva legal; viveiros florestais e florestas de dendê.

Imagem ilustrativa da imagem Paraná terá plano para reduzir emissão de carbono