Curitiba - Dentro de 10 dias, a Varig vai implantar mais um vôo Curitiba-Frankfurt, a partir do Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Com isso serão dois vôos semanais que vão partir de Curitiba diretamente para a Europa, o que vai ampliar a capacidade de carga que pode ser exportada a partir do Afonso Pena.
Até setembro, a Absa companhia aérea brasileria com participação acionária da Lan Chile vai colocar mais um avião cargueiro com escala em Curitiba. Atualmente, um avião dessa companhia já faz a linha Porto Alegre/Curitiba/São Paulo, uma vez por semana. A ampliação das linhas aéreas de transporte de cargas deverá beneficiar as indústrias com até 200 quilômetros de distância de Curitiba.
Essas foram as alternativas encontradas para minimizar o gargalo provocado com o aumento das exportações por via aérea a partir de Curitiba. As indústrias paranaenses ampliaram as exportações de 9 mil toneladas para 14 mil toneladas anuais, sendo que apenas 6% saem pelo aeroporto da capital. As empresas estão fazendo o transporte dessas cargas por caminhão até os aeroportos de São Paulo e Rio de Janeiro, correndo sérios riscos com isso porque as cargas são valiosas em função do elevado valor agregado.
Esses assuntos foram discutidos ontem nos Conselhos Temáticos de Comércio Exterior e de Infra-Estrutura da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). Participaram do encontro o diretor de Planejamento do Departamento Nacional de Aviação (DAC), Helio Paes de Barros Júnior, o dirigente da divisão aduaneira da Receita Federal, José Henrique Soares e representantes das empresas exportadoras.
Para o coordenador da reunião, empresário Ardisson Akel, os resultados foram satisfatórios ''por enquanto''. O diretor do DAC prometeu autorizar vôos não regulares para operarem em Curitiba, caso as empresas que têm essa autorização atualmente como a Varig e Absa, não atendam a demanda.
Uma das reclamações dos empresários é com relação aos custos das exportações por via aérea. As empresas pagam 2,55 euros (aproximadamente R$ 8) por quilo de carga exportada para os volumes embarcados em Curitiba, enquanto esse preço cai à metade quando é embarcado no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP). Nesse terminal, as empresas pagam 1,30 euros por quilo de carga. O transporte de Curitiba a São Paulo ou Rio de Janeiro é feito por caminhão e custa em torno de R$ 1,00 o quilo transportado. ''Ocorre que os empresários enfrentam riscos nesse transporte, com queda de pontes, acidentes com caminhões que obstruem a pista ou até mesmo roubos'', disse Akel.
A Fiep vai marcar mais um encontro entre indústrias e companhias aéreas para negociarem uma possível redução de tarifas. Outra alternativa discutida no encontro foi a ampliação da segunda pista do aeroporto Afonso Pena ou construção da terceira pista. Mas ainda não há recursos rubricados no Orçamento da União.

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