Curitiba - O Paraná vai contar com uma Agência de Internacionalização para estimular o comércio exterior e que terá a participação de consulados, câmaras de comércio e entidades de classe. A previsão do secretário estadual da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros, é de que a agência seja criada no próximo mês.
Ontem, Barros realizou um encontro na sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio), em Curitiba, com representantes de consulados e câmaras de comércio de vários países, além de federações, entidades e sindicatos estaduais do setor de comércio exterior também para discutir a criação da agência. Esta já é a segunda reunião de trabalho que acontece para discutir assuntos ligados à exportação e importação.
Segundo o secretário o objetivo é criar ações integradas na área e ainda estabelecer um calendário oficial de eventos e feiras internacionais para o Paraná. A ideia é que cada entidade possa melhorar a participação do Paraná em feiras, eventos, missões e também na recepção de empresários e investidores interessados em se estabelecer no Estado.
A Fecomércio conta com um câmara de comércio exterior. ''O nosso foco é dar suporte ao Governo do Estado e contribuir para o desenvolvimento do comércio exterior'', disse Darci Piana, presidente da federação. Segundo ele, este ano deve ser fortalecido o trabalho conjunto entre a entidade e o governo estadual.
Os estados que lideraram as exportadores no Brasil em 2010 foram São Paulo com embarques de US$ 52 bilhões, seguido de Minas Gerais, com US$ 31 bilhões, Rio de Janeiro, com US$ 20 bilhões, Rio Grande do Sul, com US$ 15 bilhões, e Paraná com US$ 14,176 bilhões. No ano passado, as exportações paranaenses tiveram um crescimento de 26,31% em comparação a 2009.
Os produtos que ajudaram a elevar as exportações paranaenses foram a soja em grão, com participação de 17% do total das vendas estaduais, cana-de-açúcar, óleo de soja, frango congelado, automóveis e milho.
A China foi o principal comprador de produtos paranaenses no ano passado, com valores acima de US$ 2,276 bilhões e crescimento de 16% sobre 2009. A Argentina ficou na segunda colocação, ao gerar compras de US$ 1,622 bilhão e participação de 11,45%. A Alemanha veio na terceira posição, totalizando US$ 997 milhões em importações de produtos estaduais.

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