ArquivoLivres para sempreRebanho do Paraná quer ser considerado livre da aftosa para conquistar mercado externo Lideranças da pecuária dos Estados do Paraná e Mato Grosso do Sul reúnem-se hoje, em Brasília, como o ministro da Agricultura, Arlindo Porto. Vão pedir o fechamento da entrada de bovinos de outros Estados e do Paraguai e da Bolívia, para que os dois Estados possam realizar serviços de solologia e comprovar a inexistência de vírus de febre aftosa em seus rebanhos. A próxima etapa será incluí-los na lista de áreas livres da doença.
A notícia foi divulgada pela Federação da Agricultura de Mato Grosso do Sul, que garante que a reunião é dos dois Estados com o ministro da Agricultura. As autoridades do Paraná, porém, nada divulgaram sobre a reunião de hoje com o ministro. Mas o Paraná vem reivindicando a sua inclusão na lista dos Estados que mantêm a doença sob controle e para isto tem que adotar medidas restritivas. Com isto conseguirá aval para exportação de carne para Europa e Estados Unidos.
O presidente da Federação da Agricultura de MS, José Armando Amado, informou que ontem o Estado completou 31 meses sem registro de febre aftosa em seu rebanho de 23 milhões de bovinos, o maior do País. Ele acrescenta que os Estados vizinhos também estão avançando com imunização: ‘‘O Paraná completou 25 meses em maio; Mato Grosso, 17 meses, e São Paulo e Goiás, 12 meses’’. O que os pecuaristas sul-matogrossenses e paranaenses querem é adiantar o processo de inclusão desses dois Estados na lista de área livre de febre aftosa da Organização Internacional de Epizootias.
Eles acreditam que com essa estratégia de erradicação da doença e obtendo a documentação que comprove a imunização total dos rebanhos até novembro, as condições favoráveis de Mato Grosso do Sul e Paraná serão analisadas já na próxima reunião do grupo técnico da OIE, marcada para janeiro. Se a situação sanitária for aprovada, Mato Grosso do Sul e Paraná estarão em condições de exportar carne bovina, direito adquirido recentemente por pecuaristas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
De acordo com a secretaria da Agricultura de MS, o número de animais que passa pelo Estado é de 117 mil cabeças - apenas 9% das 13 milhões em trânsito pelo País anualmente. O reforço nas barreiras será pedido principalmente para evitar a entrada de gado do Paraguai, Bolívia, Mato Grosso, Goiás e São Paulo e deve durar enquanto forem realizados os exames sorológicos. A reunião em Brasília está marcada para hoje, às 14h30, no gabinete do ministro Arlindo Porto.
Os Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul também suspenderam a entrada de animais dos damis Estados, incluisve o Paraná, para manter o rebanho livre do risco de novos focos de aftosa.

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