Paraná tenta proibir entrada de gado
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terça-feira, 24 de junho de 1997
Moacyr Castro Agência Estado CAMPO GRANDE 
ArquivoLivres para sempreRebanho do Paraná quer ser considerado livre da aftosa para conquistar mercado externo Lideranças da pecuária dos Estados do Paraná e Mato Grosso do Sul reúnem-se hoje, em Brasília, como o ministro da Agricultura, Arlindo Porto. Vão pedir o fechamento da entrada de bovinos de outros Estados e do Paraguai e da Bolívia, para que os dois Estados possam realizar serviços de solologia e comprovar a inexistência de vírus de febre aftosa em seus rebanhos. A próxima etapa será incluí-los na lista de áreas livres da doença.
A notícia foi divulgada pela Federação da Agricultura de Mato Grosso do Sul, que garante que a reunião é dos dois Estados com o ministro da Agricultura. As autoridades do Paraná, porém, nada divulgaram sobre a reunião de hoje com o ministro. Mas o Paraná vem reivindicando a sua inclusão na lista dos Estados que mantêm a doença sob controle e para isto tem que adotar medidas restritivas. Com isto conseguirá aval para exportação de carne para Europa e Estados Unidos.
O presidente da Federação da Agricultura de MS, José Armando Amado, informou que ontem o Estado completou 31 meses sem registro de febre aftosa em seu rebanho de 23 milhões de bovinos, o maior do País. Ele acrescenta que os Estados vizinhos também estão avançando com imunização: O Paraná completou 25 meses em maio; Mato Grosso, 17 meses, e São Paulo e Goiás, 12 meses. O que os pecuaristas sul-matogrossenses e paranaenses querem é adiantar o processo de inclusão desses dois Estados na lista de área livre de febre aftosa da Organização Internacional de Epizootias.
Eles acreditam que com essa estratégia de erradicação da doença e obtendo a documentação que comprove a imunização total dos rebanhos até novembro, as condições favoráveis de Mato Grosso do Sul e Paraná serão analisadas já na próxima reunião do grupo técnico da OIE, marcada para janeiro. Se a situação sanitária for aprovada, Mato Grosso do Sul e Paraná estarão em condições de exportar carne bovina, direito adquirido recentemente por pecuaristas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
De acordo com a secretaria da Agricultura de MS, o número de animais que passa pelo Estado é de 117 mil cabeças - apenas 9% das 13 milhões em trânsito pelo País anualmente. O reforço nas barreiras será pedido principalmente para evitar a entrada de gado do Paraguai, Bolívia, Mato Grosso, Goiás e São Paulo e deve durar enquanto forem realizados os exames sorológicos. A reunião em Brasília está marcada para hoje, às 14h30, no gabinete do ministro Arlindo Porto.
Os Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul também suspenderam a entrada de animais dos damis Estados, incluisve o Paraná, para manter o rebanho livre do risco de novos focos de aftosa.


