O secretário estadual de Agricultura e Abastecimento, Antônio Poloni, afirmou na manhã de ontem, em Londrina, que o principal objetivo do setor pecuarista do Paraná nos próximos dois anos será a formação do fundo de segurança – com cerca de R$ 9,5 milhões – que possibilite manter o nível de sanidade e vacinação do rebanho bovino contra a febre aftosa.
A declaração foi feita durante o fórum ‘‘Paraná sem aftosa, direito e compromisso de todos’’, que pretende vacinar entre 9 e 10 milhões de cabeças de gado do dia 1º a 20 de maio em todo o Estado. O secretário explicou que o fundo será formado com recursos dos pecuaristas, que contribuirão com R$ 0,25 por cabeça de gado em cada uma das quatro próximas etapas de vacinação, a serem completadas em novembro de 2002.
O ‘‘Paraná sem Aftosa’’ será desenvolvido em conjunto com a Federação da Agricultura do Paraná (Faep), com o Ministério da Agricultura e prefeituras paranaenses, além de outras entidades classistas e órgãos públicos ligados ao setor.
A vacinação antifebre aftosa é obrigatória, mas depende muito da consciência do pecuarista segundo Poloni. ‘‘Mais do que qualquer tipo de punição, do que o exército nas fronteiras, o que vai garantir o sucesso do programa é a conscientização de cada produtor. Temos que continuar com 100% do gado vacinado, não podemos deixar que o vírus da aftosa entre no Paranᒒ, comentou.
De acordo com o presidente da Faep, Ágide Meneguette, os pecuaristas devem se mobilizar e incentivar os vizinhos na campanha de vacinação, para que possam evitar a tragédia que a febre aftosa pode significar caso volte ao Estado, como ocorreu no Rio Grande do Sul no ano passado e acontece atualmente na Argentina, na Inglaterra e outros países. ‘‘A criação do fundo é uma exigência internacional, e serve como uma garantia, um seguro aos pecuaristas. Por isto, devemos colaborar para a sua estruturação. E fazer todos esforço para continuarmos com a vacinação atingindo 100% do rebanho do Estado’’, ressaltou Meneguette.
Do debate também participou o presidente da Ocepar, João Paulo Koslowski, que apresentou dados sobre os ganhos econômicos creditados à boa sanidade do rebanho paranaense.
O programa ‘‘Paraná sem Aftosa’’, que contará com R$ 22 milhões do governo estadual, foi lançado ontem à tarde em Cascavel; e hoje será levado aos produtores das regiões de Umuarama e Guarapuava. Amanhã, o evento será repetido em Campo Mourão e Pranavaí. Em Londrina, a solenidade contou com a presença de centenas de pecuaristas, do prefeito Nedson Micheleti e outras autoridades.

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