Curitiba Apesar da reclamação geral dos empresários com o câmbio, o superávit na balança comercial do Paraná deu mais um salto em julho, com crescimento das exportações e queda nas importações. Conforme balanço divulgado ontem pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), o saldo gerado no mês foi de US$ 602 milhões. As exportações cresceram 6,41%, passando para US$ 937 milhões este ano. Em julho de 2004, as exportações somaram US$ 881 milhões. As importações caíram 11%, atingindo US$ 335 milhões no mês.
Mas a queda na cotação do dólar reduziu o superávit acumulado no período de janeiro a julho deste ano. Levantamento da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) aponta que o Estado acumula um superávit de US$ 2,9 bilhões, resultado 14,73% menor que o mesmo período de 2004, que ficou em US$ 3,4 bilhões. Em razão da valorização do real, as importações acumuladas atingiram US$ 2,7 bilhões, contra US$ 2,1 bilhões no ano passado.
Com esse resultado, o Paraná participa com 11,80% no superávit comercial brasileiro, que já atingiu US$ 24,7 bilhões este ano. O Estado ficou atrás de Minas Gerais, com US$ 5,4 bilhões, e São Paulo,US$ 3,9 bilhões. No ranking entre os Estados exportadores, o Paraná ocupa a quarta posição, com US$ 5,65 bilhões, atrás de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Para o presidente da Fiep, Rodrigo Rocha Loures, não fosse a desvalorização do dólar frente ao real, o faturamento com as exportações seria bem maior. Os setores que mais exportaram foram o automotivo e avícola, o que acabou compensando a queda no faturamento com os embarques dos produtos do complexo soja.
O dólar barato também incentivou as importações de insumos. Até julho, o principal importador foi o setor automotivo. Dos 40 produtos mais importados no Estado, 17 foram desse segmento, totalizando US$ 555 milhões, resultado que correspondeu a 20,25% do total importado nos sete meses. No mesmo período do ano passado, o setor importou US$ 350 milhões.
Segundo a assessoria da Fiep, o dólar baixo que reduziu o valor dos insumos, ajudou também para ampliar a produção das montadoras e das fabricantes de autopeças que exportaram US$ 249 milhões a mais até julho, saindo de US$ 1,09 bilhão para US$ 1,34 bilhão.
As vendas internacionais de frango totalizaram quase US$ 500 milhões, com crescimento significativo para os países árabes e a Venezuela, que importou mais US$ 7 milhões do produto. Segundo a Secex, as exportações de frango cresceram 30%, enquanto as vendas do complexo soja recuaram 40,5%. Mesmo com essa queda, o setor continua entre os primeiros itens da pauta de exportação paranaense. Somando grãos, óleo e farelo, as vendas somaram US$ 1,32 bilhão, com a conquista de mercados como Índia, Tailândia, Cuba e Noruega.

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