Paraná tem R$ 7 milhões contra aftosa
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segunda-feira, 29 de setembro de 1997
Vânia Casado Curitiba 
Marcelo AlmeidaConvênioPorto assina convênio na presença da vice-governadora Emília e do ex-ministro e senador José Eduardo Em outubro começam a ser realizados os exames sorológicos no rebanho bovino doParaná e do Mato Grosso do Sul para detectar se não há resíduos do vírus da febre aftosa. A informação é do ministro da Agricultura, Arlindo Porto, que assinou ontem, em Curitiba, um convênio com o Estado no valor de R$ 7 milhões para implantar o Sistema Unificado de Atenção à Saúde Animal e Vegetal, que vai estruturar a defesa sanitária animal e vegetal no Paraná. Porto foi recebido pela vice-governadora Emília Belinati e pelo senador José Eduardo de Andrade Vieira, que iniciou esse programa quando era ministro da Agricultura.
O ministro Arlindo Porto informou que obteve a autorização do Centro Pan-Americano de Saúde para fazer a sorologia quando esteve em Washington, na semana passada. Ele adiantou que será feita a coleta de 17 mil amostras de sangue no Paraná, cujo resultado será encaminhado à Organização Internacional de Epizootias, em Paris, até maio de 98, para que esses dois Estados constituam a segunda área no País a conseguir a declaração de área livre de febre aftosa com vacinação. A primeira foram RS e SC.
Arlindo Porto salientou que o Paraná é o primeiro Estado a assinar esse convênio que prevê a reestruturação e unificação do serviço de defesa sanitária animal e vegetal em todo o País. Segundo o ministro, a intenção do governo é atender todos os Estados e, para isso, pretende investir R$ 156 milhões na implantação do sistema unificado para prevenção da saúde animal e vegetal. O objetivo é estimular a produção de alimentos com qualidade para abrir mercados no cenário internacional e também para atender o mercado interno que está cada vez mais exigente. Com os recursos do convênio, os Estados arcam com a responsabilidade da prevenção e controle das doenças, enquanto o governo concentra a fiscalização na área internacional como portos, aeroportos e fronteiras secas.
A contrapartida do Paraná será a contratação de 140 profissionais, sendo 100 veterinários e 40 agrônomos e investimentos na Fiscalização e Defesa Agropecuária. Ele citou como fundamental a parceria do governo estadual com as entidades de classe que representam os produtores. Para o ministro, não adianta fiscalizar se não houver conscientização sobre a importância desse controle, tarefa das entidades de classe.
Segundo o secretário da Agricultura, Hermas Brandão, os recursos do convênio serão investidos na compra de 300 veículos, na informatização das 120 unidades veterinárias e núcleos da Secretaria da Agricultura no interior e no reequipamento do laboratório Marcos Enrietti, de Curitiba, especializado em análises e diagnósticos de doenças animais.


