Curitiba O comércio brasileiro cresceu 0,31% no mês de julho e teve uma receita 0,47% superior ao mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados ontem na Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Das 27 unidades da federação, 22 tiveram alto no volume de vendas. As altas mais expressivas foram verificadas nos Estados de Tocantins (36,45%), Paraíba (32,53%), Acre (29,09%), Sergipe (22,71%) e Rio Grande do Norte (21,10%). Os Estados que apresentaram queda nas vendas do comércio foram Rondônia (-5,95%), Rio Grande do Sul (-2,92%), Roraima (-3,85%) e Paraná (-0,48%).
As atividades do comércio varejista que mais venderam em julho deste ano foram tecidos (7,23%), móveis e eletrodomésticos (17,4%), equipamentos e material para escritório e informática (58,18%) e artigos de uso pessoal e doméstico (13,63%). Tiveram queda atividades como combustíveis e lubrificantes (-4,74%), produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,8%).
De acordo com a coordenadora do Departamento de Serviços e Comércio do IBGE, Vânia Maria Carelli Prata, os resultados positivos podem ser explicados pela valorização do real frente ao dólar, que vem tornando os produtos de informática mais baratos. Já os resultados negativos foram impulsionados pelo setor dos combustíveis que teve alta de 10,87% nos últimos 12 meses, incentivando um consumo menor por parte dos brasileiros.
Após quatro meses positivos, a atividade de veículos, motos, partes de peças teve queda de -4,70% no volume de vendas, se comparado ao mesmo período do ano passado. Já o segmento de material de construção teve queda de -12,40% em relação a julho de 2004. No Paraná, o comércio varejista ampliado (analisando o varejo e as atividades de veículos, motos, partes e peças de automóveis, além de material de construção) teve queda de -3,12%.
Os setores que mais contribuiram para as taxas negativas observadas no Estado foram: combustíveis e lubrificantes (-4,83%), hipermercados e supermercados (-6,41%), livros, jornais, revistas e papelaria (-8,54%), veículos, motocicletas e peças (-2,35%). Os setores com as maiores taxas positivas foram: móveis e eletrodomésticos (9,78%), escritório, informática e comunicação (79,47%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (19,90%).

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