Paraná tem queda de 5,5% no recolhimento de impostos
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segunda-feira, 27 de abril de 2015
Mie Francine Chiba<br>Reportagem Local 
A queda na arrecadação de tributos e contribuições federais no Paraná no primeiro trimestre deste ano foi de 5,52%, maior que os 2,03% negativos observados na arrecadação nacional, que totalizou R$ 309,376 bilhões nos primeiros três meses do ano. Entre janeiro e março, o Estado arrecadou R$ 14,890 bilhões, contra os R$ 15,760 bilhões do mesmo período do ano passado. Os valores já estão corrigidos pelo IPCA.
No mês de março, o cenário também foi negativo no Estado, com uma queda de 3,46% em comparação com o mesmo mês do ano passado, totalizando R$ 4,574 bilhões.
Na opinião do assistente do gabinete da superintendência da regional da Receita Federal da 9ª Região Fiscal (Paraná e Santa Catarina), Vergílio Concetta, a queda tem relação com a redução da produção industrial no Estado, que chegou a 15% em fevereiro de 2015 em comparação com o mesmo mês de 2014. A venda de bens e serviços também caiu 10,8% no mesmo período. Os dois índices estão acima do verificado em todo o País, de quedas de -9,2% e -10,3, respectivamente. "Quando há queda nos indicadores, é quase certeza que haverá queda na arrecadação."
Segundo dados da regional da Receita, também contribuíram para a arrecadação mensal na região a redução no recolhimento do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), de 27,5%; a redução (-5,9%) no volume em dólar das mercadorias importadas através das unidades regionais, em conjunto com a elevação de 35% na taxa média de câmbio bem como nas alíquotas médias regionais do Imposto de Importação (+11,3%), do IPI Vinculado (+5,3%), da Cofins Importação (+7,6%) e do PIS Importação (+7,1%); o crescimento de 6,7% nas Receitas Previdenciárias e a recomposição gradual de alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis e outros produtos.


