Paraná tem queda de 2,9% na produção industrial
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quinta-feira, 02 de setembro de 2010
Andréa Bertoldi com Folhapress<BR> Equipe da FOLHA 
Curitiba - A produção industrial do Paraná e de Santa Catarina foram as que mais caíram entre as 14 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ambos os Estados registraram queda de -2,9% em julho na comparação com junho. Além, dos dois Estados, houve redução em outras cinco regiões. No Brasil, o crescimento foi de 0,4%.
Os setores que puxaram a produção de julho para baixo foram refino de petróleo e álcool (-12,09%), outros produtos químicos (-13,27%) e edição e impressão (-1,23%). A queda no segmento de refino de petróleo pode ser explicada pela parada programada de manutenção da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, que começou em 18 de julho e deve terminar em 5 de setembro.
A queda na indústria de outros produtos químicos foi motivada pela sazonalidade da produção de adubos e fertilizantes. O economista da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Roberto Zurcher, disse que o resultado de um único mês não reflete o desempenho do Estado. Segundo ele, é preciso olhar a produção do acumulado do ano e dos últimos 12 meses.
Na comparação com os resultados de julho de 2009, entretanto, o Estado teve um crescimento de 18,1% na produção e só perdeu para o Espírito Santo (24,7%). Nesse período, 11 das 14 atividades pesquisadas tiveram resultados positivos, com destaque para veículos automotores (94,4%), alimentos (19,7%), máquinas e equipamentos (10,5%), madeira (24,4%) e bebidas (42,7%).
Zurcher explicou que o setor de veículos é o que mais trouxe impacto até porque, em 2009, a crise financeira fez as exportações caírem muito. Agora, o segmento está recuperando as vendas externas e ampliando a participação no mercado interno. O bom resultado de máquinas e equipamentos está ligado ao desempenho positivo da safra. No Brasil, o crescimento de julho foi de 8,7%.
Em julho, os resultados negativos ocorreram em refino de petróleo e produção de álcool (-12,1%) e outros produtos químicos (-13,3%). No acumulado de janeiro a julho, o setor industrial paranaense avançou 19,3%, impulsionado pelo desempenho de 12 dos 14 ramos. Os principais impactos positivos vieram de veículos automotores (67,5%), máquinas e equipamentos (37%), edição e impressão (15,6%) e alimentos (5,4%). Só os setores de outros produtos químicos (-8,5%) e de refino de petróleo e produção de álcool (-0,8%) tiveram taxas negativas no acumulado dos sete primeiros meses do ano. No Brasil, o crescimento foi de 19,3%.
Nos últimos 12 meses, terminados em julho, o Paraná teve crescimento de 12,3% na produção, acima da média nacional que ficou em 8,3%. A previsão de Zurcher é que a produção industrial do Estado feche com crescimento ao redor de 15%.


