Curitiba - O Paraná já tem 99 áreas de soja transgênica confirmadas em laboratório, o equivalente a 964,6 hectares. O último levantamento, feito um mês atrás, indicava a existência de 56 áreas. Os dados são da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), que divulgou relatório ontem.
A Seab está aguardando o resultado de exames feitos em outras 143 propriedades. Já foram feitas análises em 282 áreas, sendo que 99 indicaram presença de transgenia e por isso foram interditadas. As outras 183 análises deram resultado negativo.
A secretaria ainda não decidiu o destino que será dado à soja transgênica. No dia 26 de março, o Ministério Público Estadual emitiu recomendação para que o produto seja incinerado. Até agora, os técnicos da Seab apenas interditam a área e proíbem o produtor de utilizar o grão. Segundo o órgão, tudo indica que a melhor estratégia é esperar o fim da colheita de soja, que geralmente vai até o início de junho, e esperar o resultado das 143 áreas que ainda estão sendo examinadas.
Segundo o secretário da Agricultura, Deni Schwartz, o número de áreas de soja transgênica ‘‘não é significativo, mas é preocupante’’. Os 964,6 hectares confirmados com transgenia representam 0,03% da área total de soja cultivada no Paraná, que é de 3,22 milhões de hectares. O cultivo e comercialização de produtos transgênicos são crimes no Brasil.
O produtores que manipulam esse tipo de alimento respondem por processo administrativo na Seab e podem sofrer inquérito criminal do Ministério Público Federal. A pena prevista é de um a três anos de prisão. Segundo a Seab, está sendo feita fiscalização rigorosa para eliminar o cultivo de produtos geneticamente modificados.
Pato Branco é o município com o maior número de áreas de soja transgênica interditadas. Na região, foram localizadas 36 propriedades. A Seab não identificou nenhuma razão que explicasse esse alto índice.
Segundo o levantamento, há 16 áreas com soja geneticamente modificada na região de Ponta Grossa; 11 na de Francisco Beltrão; nove na de Cascavel; nove nas proximidades de União da Vitória; oito na região de Irati; sete na de Guarapuava; e três na de Laranjeiras do Sul.

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