Em quatro faixas estabelecidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), o Paraná se encontra na de menor concentração de Empresas de Alto Crescimento (EAC). Na maior parte do Estado, elas são menos de 8,4% do total. Somente as regiões metropolitanas de Londrina e Maringá estão no segundo nível, entre 8,4 e 10,1%, assim como Santa Catarina e o Rio Grande do Sul.
Já o interior de São Paulo tem alta concentração de EAC, entre 10,1% e 12%. As regiões metropolitanas de Campinas e da capital são exceções e ficam no mesmo nível das de Londrina e Maringá. As poucas áreas com mais de 12% de EAC estão somente no Norte e Nordeste do País.
Responsável pelo estudo na Endeavor, Clarisse Monteiro afirma que os motivos das diferenças regionais não eram o foco do trabalho, mas que há hipóteses a serem consideradas. "A gente vê que o Nordeste tem uma concentração maior dessas empresas. É uma região com maior grau de desigualdade onde o crescimento tem sido maior", declara
Ela ressalta que, apesar de ter um dos menores porcentuais de EAC, Curitiba é a quarta cidade com mais empreendimentos deste tipo em números absolutos. "Na capital paranaense, as EAC respondem por 49,9% dos novos empregos", conta.
Cristiano Santos, coordenador da pesquisa pelo IBGE, diz que, diferentemente de outros países, as EAC no Brasil crescem em setores que não necessitam de tanta qualificação, como construção civil e comércio. "Temos uma demanda reprimida no País que promove o crescimento dessas empresas nas classes mais baixas", declara.
Indústria de produtos odontológicos em Londrina, a Angelus é uma EAC pelos critérios do IBGE. Tem bem mais de 10 funcionários (75) e o número de empregos oferecidos por ela cresceu acima de 20% nos últimos três anos. A diferença é que se trata de um negócio de alta tecnologia, que oferece vagas mais qualificadas. "Aproximadamente 50% dos nossos funcionários têm curso superior. Muitos com mestrado e doutorado", conta o presidente, Roberto Alcântara.

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