Paraná tem expansão de 3,7% em 96
RIO - A atividade industrial no Paraná cresceu 3,7% no ano passado. A informação é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísitca (IBGE), que divulgou ontem os resultados regionais da indústria. Somente três Estados, entre os oito pesquisados pelo órgão, tiveram queda na atividade industrial anual: Pernambuco (-10%), São Paulo (-1,5%) e Rio Grande do Sul (-0,2%).
Nos demais Estados, como no Paraná, houve crescimento industrial em 1996: Minas Gerais, com 4.5%; Bahia, com 4,3%; Rio de janeiro, com 4,1%; e Santa Catarina, com 2,5%. A indústria pernambucana foi a única a ter queda durante todo o ano, pois apresentou retração de 18,5% no primeiro semestre, em relação ao mesmo período de 95, e de 1,8% no segundo semestre.
Desempenho nacional O IBGE informou ontem que a indústria brasileira cresceu 1,4% em 1996, em relação ao ano anterior, acréscimo inferior ao registrado em 1995, em relação a 94 (1,6%). Apesar do resultado modesto, em 96 a indústria cresceu pelo quarto ano consecutivo, registrando no período uma expansão acumulada de 19,5%, graças principalmente aos bens de consumo durável, cuja atividade aumentou 89,1% nestes quatro anos.
Já os bens de capital, duramente afetados pela grande importação de máquinas e equipamentos, elevou sua atividade em 11,7% neste período de quatro anos, mas graças apenas aos dois primeiros anos, já que em 95 e 96 acumulou uma queda de 7,3%. Os bens semiduráveis e não duráveis tiveram, nos quatro anos, aumento de 16,7% e os bens intermediários, de 15,6%.
Na análise dos resultados de 1996, os técnicos do IBGE destacaram a expansão da produção em 7,2% no quarto trimestre, em confronto com o mesmo período de 1995. A indústria também cresceu 0,5% no quarto trimestre, em confronto com o terceiro trimestre. O desempenho no ano, conforme o IBGE, decorreu basicamente da recuperação observada a partir do segundo semestre, já que no primeiro houve uma retração de 4,6% em relação aos seis primeiros meses de 1995. Como assinalam os técnicos, além de o 2º semestre de 95 constitur-se em uma base deprimida, pois a economia estava se ressentindo do freio ao consumo imposto pelo governo, a produção na segunda parte do ano de 1996, que cresceu 7,9% em comparação com igual período do ano precedente, de fato melhorou, graças à ampliação do consumo.





