Paraná tem demanda para a profissão
No último vestibular da Universidade Federal do Paraná (UFPR), a relação candidato por vaga para o curso de Terapia Ocupacional (TO) foi de 4,37, mas segundo a instituição, a procura vem crescendo nos últimos anos.
O piso salarial da categoria varia bastante. A média é de R$ 1,2 mil para trinta horas semanais. Há ramos da terapia ocupacional, como a neurológica, que o pagamento pode se aproximar de R$ 2,4 mil para 22 horas por semana. O valor vai depender da área de atuação escolhida pelo profissional e do local onde ele irá trabalhar.
Segundo a terapeuta ocupacional Genita Reginato, diretora secretária do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 8 Região do Paraná (Crefito 8), existem 659 terapeutas ocupacionais vinculados ao órgão no Estado. O número de profissionais na área ainda é pequeno, já que o Paraná possui 399 municípios.
Segundo o professor de Terapia Ocupacional da UFPR, Milton Mariotti, todos os alunos da universidade que se formaram no curso já saíram empregados. Desde 2008 a quantidade de vagas saltou de 30 para 60, devido a necessidade de profissionais no setor. ''Foi realizado um levantamento pelo Crefito e pela Associação Cultural dos Terapeutas Ocupacionais do Paraná e verificou-se que, apenas no Paraná, são necessários três mil profissionais da área'', explica Mariotti.
Até agora, apenas a UFPR e a Universidade Tuiuti do Paraná, de Curitiba, oferecem o curso no Estado. O conselho, ao lado da associação cultural e da UFPR, realizou um pedido para a reitoria da Universidade Estadual de Londrina (UEL) para a realização do curso na instituição. Assim o interior do Paraná também estaria preparando profissionais da área. O pedido está em análise na UEL. No próximo vestibular, a UFPR vai abrir mais uma turma de TO, somando a capacidade para 120 alunos por ano. (D.C.)





