Curitiba - Os investimentos públicos no Paraná caíram 22% entre 2000 e 2007 e passaram de R$ 888 milhões para R$ 693 milhões, enquanto no Brasil houve um crescimento de 6,69%, o que significou um aumento de R$ 17,416 bilhões para R$ 18,582 bilhões. No mesmo período, o governo do Paraná gastou apenas 0,77% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual em investimentos em infraestrutura, ocupando a 23 posição no cenário nacional. Esse é o quinto pior resultado do País, depois de Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
A situação do Paraná está abaixo da média nacional que ficou em 0,84% do PIB. Além disso, no ano passado estava previsto um gasto de R$ 1,847 bilhão, mas apenas 23,46% deste total foram efetivamente liquidados. As informações fazem parte de um estudo realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) a pedido Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR).
A pesquisa aponta que foram investidos no Estado R$ 8,425 bilhões entre 2000 e 2007 e R$ 692,5 milhões apenas no ano de 2007. O Paraná ficou na quinta colocação e perdeu para São Paulo (R$ 25 bilhões), Rio de Janeiro (R$ 14 bilhões) e Minas Gerais (R$ 12 bilhões). O economista do Dieese, Fabiano Camargo, acredita que os principais motivos que explicam a situação do Paraná são as decisões das políticas públicas e as transferências da União que são maiores para os Estados com mais representação política.
Em 2008, os investimentos no Paraná somaram R$ 433 milhões, o que mostra uma queda de 37,45% em relação a 2007. Para 2009, estão previstos R$ 1,799 bilhão. A pesquisa mostrou também que o valor investido em 2006 foi bem maior que em 2007, quando foram aplicados R$ 1,380 bilhão e R$ 692,5 milhões, respectivamente.
Segundo informações do Dieese, os investimentos públicos do governo do Paraná são reduzidos. Na maioria das vezes, a média de aplicações sobre o PIB do Estado é menor do que média nacional. Além disso, o Estado fica muito distante dos percentuais médios apresentados pelos estados líderes, nos quais os valores chegam acima de 15% do PIB. O maior percentual de investimentos sobre o PIB no período de 2001 a 2007 foi registrado no Tocantins, com 21,48%. China, Malásia e Índia investiram em 2007, 20,58%, 10,07% e 7,45% de seus PIB, respectivamente.
Em uma análise do percentual de investimentos sobre o PIB de 28 países emergentes no período de 2000 a 2007, o Brasil ficou na penúltima colocação, à frente apenas do Turcomenistão. Num quadro de 135 países emergentes, o País ficou também na penúltima colocação.
O estudo mostrou ainda que os Estados mais pobres - Acre, Amapá e Tocantins - foram os que mais realizaram investimentos. A menor diversificação das atividades econômicas, a falta de infraestrutura por serem estados mais novos são motivos que explicam o maior volume de investimentos nestes Estados.

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