De um total R$ 1,1 trilhão que serão investidos no Brasil em grandes obras de infraestrutura até 2018, o Paraná ficará com apenas 2,81%, ou R$ 33,6 bilhões. São Paulo, Rio de Janeiro, Pará, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Sul. Todos esses terão investimentos maiores no período. A posição do Paraná é a 11ª do estudo divulgado ontem pela Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema).
As quatro grandes obras listadas pela entidade no Estado são a expansão do ramal ferroviário Maracaju – Guarapuava – Paranaguá, com orçamento de R$ 8,8 bilhões; a construção da fábrica de papel e celulose da Klabin em Ortigueira (R$ 6,8 bilhões); a construção da Usina Hidrelétrica Baixo Iguaçu, em Capitão Leônidas Marques (Sudoeste), prevista em R$ 6,8 bilhões; e as obras na Arena da Baixada, estádio do Atlético Paranaense, em Curitiba (R$ 234 milhões).
O Estado mais rico do País é também o com maior volume de recursos em grandes obras até 2018. São Paulo tem 12,12% do bolo total, o que representa R$ 144,8 bilhões. Rio de Janeiro vem em segundo, com R$ 136,3 bilhões, ou 11,41%. Imediatamente antes do Paraná, em 10º lugar na lista, está o Rio Grande do Sul, com R$ 39,9 bilhões, ou 3,35%.
Em todo o País, são 8,3 mil obras em andamento, em projeto ou intenção, em oito setores da economia: óleo e gás, transporte, energia, saneamento, indústria, infraestrutura de habitação, infraestrutura esportiva e outros. O trem de alta velocidade (TAV), ligando a Aeroporto de Viracopos (Campinas) ao Rio de Janeiro, é a obra de maior visibilidade e valor, na ordem de R$ 34,6 bilhões.
De acordo com o vice-presidente da Sobratema, Eurimilson Daniel, o Sul do País já tem uma boa infraestrutura e, por isso, recebe menos investimentos nesta área. "Se você pegar a malha rodoviária do Paraná, por exemplo, é uma das melhores", afirma. Segundo ele, o programa Minha Casa Minha Vida, responsável por boa parte das obras no País, tem poucos projetos no Paraná, que já teria "melhores condições de habitação". "O grosso das obras se concentra no Norte ou Nordeste. O Nordeste, por exemplo, em 2012 concentrava 10% das obras e, no estudo 2013-18, está com 13,7%. Se você pegar somente as obras em intenção, aquela região é responsável por 30%", declara.
Questionado sobre o fato de São Paulo ter a melhor infraestrutura do País e, mesmo assim, estar em primeiro lugar entre os Estados com mais investimentos, ele responde: "São Paulo já teve 74% das obras, hoje tem 62%. Os investimentos são feitos onde há mais necessidade. No Nordeste, a Petrobras tem aportado muitos recursos", ressalta.


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