Paraná tem 550 mil desempregados
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sábado, 06 de dezembro de 2003
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Pela primeira vez, no ano, houve uma reversão no quadro de criação de empregos e, em outubro, a Região Metroplitana de Curitiba (RMC) criou mais empregos que o interior do Estado. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, o emprego formal gerado no Paraná cresceu 0,44%, correspondendo à criação de 7 mil ocupações. Desse total, 0,55% das vagas foram geradas na RMC e 0,37% no interior.
Apesar do crescimento do emprego formal, a desaceleração da economia e o baixo nível da atividade produtiva neste ano geraram um nível de desemprego que ainda assusta. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informa que ainda são 550 mil os desempregados no Paraná, dos quais 235 mil encontram-se na RMC.
No acumulado do ano, o interior está liderando a criação de vagas no Estado. O Caged registra um crescimento de 5,93% no índice de emprego no Paraná, entre janeiro e outubro. No total foram criados 89.338 empregos 76.474 no Interior e 12.864 na RMC.
Os estados que mais geraram emprego no ano, de acordo com o Ministério do Trabalho, foram São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Mas em outubro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul superaram o Paraná na criação de empregos, informou o
No balanço do ano, as projeções apontam para uma geração de 60 mil a 65 mil empregos no Estado, afirmou Cid Cordeiro, economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). Segundo ele, tradicionalmente os meses de novembro e dezembro têm resultados negativos na criação de empregos. Por isso o resultado final deve ser inferior ao registrado até outubro, explicou.
Segundo Cordeiro, este ano o setor agropecuário impulsionou a criação de empregos no interior em decorrência do aumento de produção e da renda dos agricultores, que conseguiram melhores preços para seus produtos no mercado externo. Neste final de ano, a agroindústria que vinha criando mais empregos no interior desacelerou o desempenho. Em compensação, setores como comércio varejista e serviços gerais está puxando o emprego na RMC.


