Paraná tem 2,38% de compras fraudulentas no e-commerce
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segunda-feira, 18 de maio de 2015
Mie Francine Chiba<br>Reportagem Local 
A Região Sul do País foi considerada por uma pesquisa a mais confiável para se fazer compras no comércio eletrônico no Brasil. Em 2014, apenas 2,1% do valor movimentado no e-commerce nos estados do Sul do País configurou como tentativa de fraude. Isso significa que, a cada R$ 100 movimentados na região,
R$ 2,10 são referentes a uma tentativa de compra ilegal. Rio Grande do Sul é o Estado brasileiro com o menor índice de tentativas de fraude 1,89%. Dentre os três estados da região, o Paraná é o que tem o maior índice 2,38%. Os dados são do Mapa de Fraude no Brasil 2014, da ClearSale, empresa de soluções antifraude para transações comerciais.
Com o número, o Sul fica à frente de outras regiões como o Sudeste, com 3,57%. A região com o maior índice é a Nordeste, com 7,18% de tentativas fraudulentas. Em todo o Brasil, a proporção foi de 3,98% em 2014. O índice brasileiro apresentou crescimento em relação a 2013, quando atingiu os 3,7%. O mesmo aconteceu com a Região Sul: no ano anterior ao pesquisado, este número era de 1,65%. Em nota, o gerente de Inteligência Estatística da ClearSale, Omar Jarouche, disse acreditar que o aumento se deve à alta da oferta de crédito vias cartões de crédito e ao crescente acesso à internet pela população.
De acordo com Abner Debiasi, professor dos cursos de MBA em Marketing Digital e em E-commerce, da Faculdade Pitágoras em Londrina, e gerente de um e-commerce, não há nada concreto que indique os motivos pelos quais a Região Sul tem os menores índices de fraudes em compras virtuais. "Pessoas mal intencionadas existem em todo lugar." Ele explica que a fraude, no e-commerce, corresponde ao crime cometido por consumidores mal intencionados que usam dados de cartões de outras pessoas para fazer compras. Entretanto, casos de clientes que preenchem os formulários de forma incompleta ou incorreta e têm seu pedido recusado também podem ser caracterizados como tentativa de fraude.
O delegado do Núcleo de Combate aos Cibercrimes da Polícia Civil do Paraná (Nuciber), Demetrius Gonzaga de Oliveira, observa que, nos últimos anos, o número de crimes contra o patrimônio registrado no órgão vem caindo e já representam menos da metade do total de ocorrências. Perde, por exemplo, para os crimes contra a honra. Segundo ele, tradicionalmente, a fraude representava mais da metade dos crimes registrados no Núcleo. "(A fraude) Sempre foi responsável por 70%, 75% dos crimes."
Ele atribui a queda nestes números à maior atividade contra crimes deste tipo. "O Nuciber é a primeira unidade do País a ter know how para investigar estes crimes sem grandes dificuldades, e isso desmotiva os criminosos."
Entre os produtos mais procurados pelos fraudadores estão os aparelhos de jogos de videogame (5,63%), de telefonia celular (5,55%), os eletroeletrônicos (2,82%), os itens automotivos (2,76%) e os produtos de informática e periféricos (2,56%). "São produtos de maior valor agregado, como celular, TV, notebook", exemplifica Debiasi.



