Paraná tem 18ª expansão do emprego industrial seguida
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sexta-feira, 10 de maio de 2013
Fábio Galiotto<br>Reportagem Local 
O Paraná teve a 18ª expansão seguida do emprego industrial em março, com alta de 2% em relação ao mesmo mês de 2012. Enquanto o Estado vive uma sequência de ampliação das vagas de trabalho no setor, o País se mantém com índice negativo também por 18 meses, apesar de a queda de 0,6% em março ter sido a menor desde janeiro de 2012, quando foi de 0,4%. O Estado teve a contribuição mais positiva para a taxa no mês, puxado pela ampliação de postos nos segmentos de produtos têxteis (14,3%), alimentos e bebidas (7,0%), produtos químicos (5,1%), outros produtos da indústria de transformação (2,5%) e máquinas e equipamentos (2,1%), segundo a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (Pimes) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada ontem.
Na comparação do acumulado do primeiro trimestre deste ano com o do anterior, o Paraná também ficou com o maior crescimento. O índice foi de 1,8%, com recuo de 1% para a média nacional. Em horas pagas, o Estado teve a única taxa positiva do levantamento no acumulado, com 1,1%. A Pimes avalia dados de dez estados, mais as regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste, com resultado geral de recuo de 1,7% no quesito. Por outro lado, houve expansão de 1,7% sobre a folha de salários reais da indústria paranaense, pouco abaixo dos 2,5% da média nacional.
O empresário Hérson Figueiredo Junior, que também é diretor industrial da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), afirma que o Paraná, por ser um estado agrícola, tem grande influência da expectativa de supersafra de grãos para este ano. Como resultado, diz que a agroindústria cresce e movimenta o consumo de outros segmentos. "A agroindústria está crescendo, Londrina tem um bolsão de confecção que também cresce, assim como a construção civil. Isso incentiva todas as áreas."
Na empresa de Figueiredo Junior, no ramo de cosméticos, ele conta que as contratações são constantes. Nos outros setores, ele acredita que a indústria que depende das exportações é a que mais tem sofrido. "Quem depende do consumo interno está bem", afirma. Por isso, acredita que o Paraná fará a parte dele para segurar os níveis de emprego industriais, mesmo que com resultados menores do que os esperados inicialmente. "Mas o Brasil, por ser continental, apresenta muitas diferenças e pode empregar menos."
O economista Francisco Castro, do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), lembra que a produção física do Estado tem bons índices, com alta de 5,4% em março sobre fevereiro, segundo o IBGE. Ele conta que isso explica a alta no número de empregos. "Se deve muito à agroindústria, mas também ao setor petroquímico, principalmente pelo álcool (combustível), à metalmecânica e à construção civil."
Castro destaca a recuperação do segmento têxtil, que passou por períodos difíceis desde o segundo semestre de 2011. "No Paraná, assim como em Santa Catarina, é um setor que tem se organizado e tem desempenho melhor na geração de empregos", diz. O economista acredita que a ampliação dos empregos vai perdurar no Estado, principalmente pelo aumento das obras de infraestrutura e pelo aquecimento da economia regional.
Cenário nacional
A Pimes aponta as maiores quedas nos níveis de emprego na região Nordeste (-3,7%) e nos estados de Pernambuco (-6,3%), Bahia (-4,5%), Rio Grande do Sul (-2,3%) e São Paulo (-0,4%) em março, ante o mesmo mês de 2012. No comparativo com fevereiro, houve acréscimo no País de 0,2% no número de empregos, o que indica estabilidade, segundo o IBGE.



