O Paraná ocupa a 10ª posição no ranking dos Estados com maiores tarifas de energia elétrica, conforme relatório feito anualmente pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os números são referentes ao consumo médio residencial no ano de 2000 e não levam em conta possíveis aumentos ocorridos nos dois primeiros meses do ano. Os dados mostram que a tarifa da Companhia Paranaense de Energia (Copel) é de R$ 157,37 o megawatt/hora. A taxa mais baixa do País é a do Amapá com R$ 119,52 e a mais alta está no Rio de Janeiro com R$ 180 por MW/h.
A diferença de preços está relacionada com o custo que cada empresa tem para levar energia elétrica até os consumidores finais. A quase totalidade das empresas trabalha com fontes de energia baseada em hidrelétricas. Os Estados que mais investem em geração tendem a ter uma tarifa mais elevada. A justificativa é que precisam pagar os investimentos feitos na construção de usinas.
Isso explica, em parte, o fato de Santa Catarina ocupar a 20ª posição na relação nacional das tarifas mais altas, enquanto o Paraná fica em 10º lugar. ‘‘Santa Catarina quase não tem geração. Ela compra energia de outros Estados e por isso não precisa amortizar seus investimentos’’, afirma Clécio Fabrício da Silva, analista econômico financeiro da Copel.
O estudo mostra que a energia vendida pela Copel tem ficado abaixo da média nacional. Um balanço feito pela companhia em 1999 mostrou que a soma de todas as concessionárias de energia do País apontava uma tarifa média de US$ 76, enquanto a da Copel era de US$ 75,53 o MWh. Os dois preços estavam entre os mais baixos cobrados no mundo.
Um comparativo mostra que a energia elétrica brasileira é mais barata que a dos Estados Unidos, Chile, Peru, Inglaterra, Argentina, Espanha, Itália, entre outros .A mais cara é a da Dinamarca com US$ 207,20.

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