Acompanhando os números nacionais divulgados pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), o Paraná seguiu a mesma tendência de crescimento em relação ao volume de negócios realizados entre 2009 e 2010: cerca de 31%. A estimativa foi calculada por Reinaldo Bertini, presidente da regional sul II da entidade, que engloba apenas o Estado.
Segundo Bertini, o crescimento foi surpreendente se comparado com o que a Abac esperava. ''Nossa estimativa era de um aumento que ficasse em torno de 9% a 10%. Isso só comprova que o mercado de consórcios ainda tem muito o que crescer. O Paraná possui cerca de 10% de todo o volume de negócios do País, por volta de R$ 6 bilhões'', relata.
Dentre as justificativas para esta ascensão no Paraná, estão a forte atuação das administradoras, um histórico do setor que vem desde a década de 1980, a migração das classes sociais e o aumento das ofertas de emprego para a população. ''Se o volume de compra de cotas teve um crescimento mais tímido, de 8,2%, o volume de negociações foi grande devido à melhora do poder aquisitivo dos clientes'', explica Reinaldo.
Outro fator que influi no momento do consumidor procurar o sistema de consórcios são os juros bem mais baixos comparados com os de financiamentos. ''O perfil do consorciário também é diferente, ele faz uma programação para adquirir o bem. Já o consumidor que opta pelo financiamento geralmente precisa usufruir do bem imediatamente'', comenta o presidente da regional sul.
Apesar dos números positivos, a expectativa para 2011 é mais modesta. Bertini calcula um crescimento de 8% para o setor. ''Os números de 2010 foram bem representativos, por isso preferimos pensar de forma mais conservadora este ano, mas aguardando um bom crescimento''. Reinaldo ressalta ainda que a procura pelos consórcios de automóveis continuam sendo as mais significativas em todo o Brasil. ''São cerca de 3,4 milhões de pessoas (do total de 4,06 milhões) que querem adquirir um automóvel, sendo que 50% delas buscam motocicletas'', finaliza.

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