A Secretaria da Agricultura e Abastecimento inicia hoje mais uma etapa da campanha de vacinação do gado bovino e bubalino contra a febre aftosa. A intenção é vacinar a totalidade do rebanho formada por 10 milhões de cabeças.
Pela primeira vez, os pecuaristas terão de contribuir para a formação de um caixa que servirá para investir no combate à doença e para impedir que o Paraná seja alvo de entrada de carne contaminada. O Fundo de Desenvolvimento Agropecuário (Fundepec) terá R$ 9 milhões até o final de 2002, quando se completam as quatro fases da imunização.
Para formar o seguro contra a aftosa será cobrada uma taxa de R$ 0,25 por animal vacinado. O dinheiro será recolhido do criador nas duas etapas da campanha de vacinação que serão feitas até o final do ano e também nas duas fases marcadas para 2002. ‘‘Suponhamos que no futuro seja detectado um foco da doença. O dinheiro do fundo servirá para indenizar os produtores que teriam o gado sacrificado’’, exemplifica o diretor do Departamento de Fiscalização da Secretaria de Agricultura, Luis Carlos Hatschbach.
A formação do fundo segue o modelo adotado pelos demais Estados brasileiros que são considerados área livre de febre aftosa. O seguro é ainda uma exigência do Ministério de Agricultura e da Organização Internacional de Epizotíase (OIE), entidade com sede em Paris (França). Há exato um ano, o Paraná e todo os Estados que formam o Circuito Centro-Oeste foram declarados áreas livre de aftosa com vacinação.
O diretor do Departamento de Fiscalização da Secretaria de Agricultura alerta para a importância de se vacinar cada bovino e bubalino existente no Estado.
‘‘Cada produtor tem de fazer sua parte para garantir a sanidade do rebanho, pois isso abrirá mercado para a carne paranaense. Todas as cabeças de gado têm de ser vacinadas’’, alerta Hatschbach. A responsabilidade redobra num momento em que o Paraná está cercado ou muito próximo de áreas contaminadas, como a Argentina, Paraguai e mais recente o Uruguai.
Quem não vacinar o gado será multado, conforme estabele a Lei de Defesa Sanitária aprovada na Assembléia Legislativa. A Secretaria da Agricultura cobrará R$ 45,00 por animal não imunizado. Cada dose tem um preço que varia de R$ 0,60 a R$ 0,70.
A maior preocupação da equipe de vacinação são os pequenos produtores que têm poucas cabeças de gado. Somente na região de Umuarama, que tem o maior rebanho com 1,5 milhão de cabeças, eles somam 600.

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