A OIT deve divulgar hoje os números por Estados do País. Na apresentação do resumo do estudo, que estava ontem no site da entidade, o Paraná foi destaque 12 vezes. Algumas informações aparentemente apresentam contradições. Ao mesmo tempo em que aparece como o quarto Estado onde a renda média menos cresceu, surge em segundo lugar no ranking nacional quando o assunto é a redução da desigualdade.
A renda média cresceu menos em São Paulo (12,4%), em Mato Grosso (13,6%), em Pernambuco (15%) e no Paraná (15,1%). Já o índice de Gini, que trata das desigualdades sociais, melhorou mais no Maranhão, de 0,609 para 0,511, e no Paraná, de 0,536 para 0,475.
Duas boas notícias são o crescimento do número de empregos verdes e de empresas de alto crescimento. São Paulo é campeão de empregos verdes, com 869 mil vagas, ou 30,2% do total. Na sequência, vem o Rio de Janeiro, com 368 mil vagas (12,7%), e o Paraná, com 177 mil vagas (6,1%).
Do total de empresas de alto crescimento, São Paulo responde por 33,8%, Minas Gerais, por 9,7%, Rio de Janeiro, 7,9%, e o Paraná, por 6,9%. Sem revelar números, o estudo diz que o Paraná foi o quarto Estado que mais gerou autorizações judiciais para o trabalho de crianças e adolescentes antes da idade mínima legal. Na frente, estão São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
O Estado também se destaca, depois de São Paulo e Minas Gerais, pelos casos de acidetnes graves envolvendo crianças e adolescentes entre 2007 e agosto de 2011. Dos 5.353 acidentes registrados neste período, 4.366 ocorreram com meninos. São Paulo, Paraná e o Distrito Federal concentram 80% dos óbitos com crianças e adolescentes trabalhadores no País.
Também sem citar números, o estudo ainda mostra que o Paraná lidera a lista dos Estados que mais registram intoxicações no trabalho. Depois, vêm Alagoas, Pernambuco, São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina.
A OIT afirma que, apesar de proibido para menores de 18 anos, o trabalho doméstico ainda é uma realidade na vida de crianças e adolescentes. Em 2009, dos 363 mil meninos e meninas entre 10 e 17 anos identificados no trabalho domésticos, o Paraná respondia por 21 mil, ou 5,8% do total. Minas Gerais liderava esta lista com 14,8%, seguido de São Paulo (10,7%), Bahia (10,2%) e Ceará (7,5%).
Sem citar outros Estados, o estudo diz que o Paraná foi a segunda Unidade Federativa que mais recebeu imigrantes oriundos do exterior: 39.120 pessoas ou 14,3% do total.

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