Curitiba - A isenção de ICMS que o governo do Estado vêm dando a setores da economia estadual não representa renúncia fiscal, disse o secretário da Fazenda, Heron Arzua. Para ele, todos os setores beneficiados estavam inadimplentes com o governo e já não vinham pagando nada há muito tempo. Além disso, o Paraná está se antecipando à reforma tributária do governo federal que vai beneficiar exatamente os setores contemplados no Estado, disse o secretário.
Segundo Arzua, a reforma tributária pretende igualar as operações interestaduais em 7%. Com isso, acabam os créditos e extornos, explicou. Ele antecipou ainda, que o governo federal pretende dinamizar as atividades econômicas que mais geram emprego e renda. A intenção será concentrar a cobrança de tributos nas empresas maiores para aliviar as micro e pequenas empresas.
No caso do Paraná, cerca de 40% da arrecadação estadual estão concentrados no recolhimento feito pela Petrobras e Copel, disse o secretário. Ele estima que 95% a 96% das micro e pequenas empresas não estão recolhendo os tributos, em função de dificuldades financeiras. ''A intenção com a anistia do imposto é que se os setores beneficiados não gerar empregos de imediato, que pelo menos parem com as demissões'', afirmou.

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