Paraná restabelece equivalência para o panela cheia
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quinta-feira, 20 de novembro de 1997
Vânia Casado Curitiba 
Os produtores rurais do Paraná que estavam com dificuldades em saldar seus débitos de securitização contraídos no programa Panela Cheia junto ao Banestado podem respirar aliviados. Na reunião do conselho do FDE (Fundo de Desenvolvimento Econômico) realizada anteontem foi aprovada a medida que restabelece a correção dos débitos pela equivalência-produto.
A informação é do gabinete do líder do governo, deputado Valdir Rossoni, que prevê que a medida vai beneficiar cerca de 12,5 mil produtores rurais no Estado.
O retorno da equivalência produto implica num subsídio de R$ 1,5 milhão por ano, que será coberto pelo FDE, pelo prazo de cinco anos, totalizando R$ 7,5 milhões. O valor do subsídio foi aprovado pelo governador Jaime Lerner.
A vantagem para o produtor é que foi mantido o prazo da securitização que permite o alongamento da dívida em sete anos (dois já se passaram), mas a correção é pela equivalência-produto como os produtores reivindicavam. A indefinição da correção das dívidas de securitização do programa Panela Cheia vinha gerando apreensão entre os produtores que não conseguiram saldar a primeira parcela do débito que venceu no último dia 31.
Contratos Quando o contrato inicial foi alterado na época da securitização, os débitos que eram correspondentes à equivalência-produto foram alterados para os valores de mercado acrescidos de uma correção de 3% ao ano, o que provocou uma elevação no volume da dívida dos produtores.
O presidente do Bloco Parlamentar Agropecuário, deputado Orlando Pessutti (PMDB-PR) considerou a medida positiva para os pequenos produtores do Estado, resultante do empenho de vários deputados da Assembléia Legislativa.


