Curitiba - A Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento, por meio do Comitê Estadual de Sanidade Avícola (Coesa), elaborou medidas preventivas para evitar que a gripe do frango (influenza aviária), que já atingiu granjas de diversos países, chegue ao Brasil. As medidas foram definidas em uma reunião esta semana entre a Coesa e representantes de 18 entidades do setor e já começaram a ser repassadas para todos os órgãos ligados aos produtores de todo o Estado. O objetivo é complementar e ampliar a divulgação das recomendações já repassadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
''Nos reunimos por causa da importância da avicultura no Paraná. Queremos reforçar as recomendações do ministério e alertar todos os elos da cadeia produtiva preparados'', explicou o secretário executivo do Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária (Conesa) - órgão ao qual a Coesa é vinculado. Um questionário com oito questões principais sobre a questão foi elaborado no encontro. Entre as questões estão o que é a doença, garante que ela ainda não existe no Brasil, quais são os sinais e sintomas da gripe do frango e quais as medidas estão sendo tomadas pelo governo e que devem ser tomadas pelos produtores para que a doença não chegue ao País.
Entre os principais pontos do questionário estão as medidas adotadas pelo Ministério da Agricultura para evitar a entrada da gripe no Brasil, como a proibição da importação de aves e seus produtos dos países afetados, fiscalização em todos os pontos de entrada do País, realização de exames de aves vindas de outros locais do mundo e também nas granjas produtoras e o treinamento de veterinários. No Paraná especificamente, a secretaria se comprometeu em manter ativo o sistema de vigilância, difundir amplamente as informações entre os produtores, indústria e unidades de comercialização e mater os profissionais da área sempre atualizados.
Burer diz que para divulgar as formas de prevenir e identificar a gripe do frango a secretaria vai contar com o apoio de todos os escritórios regionais da Emater, das unidades veterinárias ligadas à secretaria, dos sindicatos rurais e de trabalhadores rurais, dos 161 conselhos intermuniciapais e municipais de sanidade agropecuária, além de 33 entidades ligadas à Conesa.
O Ministério da Agricultura vai aumentar de dois para dez o número de laboratórios credenciados para a realização de exames para detectar a doença. Atualmente, somente os laboratórios oficiais de Londrina e Campinas (SP) estão capacitados para fazer o diagnóstico. Além disso, o ministério vai reforçar a fiscalização na bagagem dos passageiros que entram no Brasil, já que o vírus fica bastante tempo na matéria orgânica (ovos férteis, por exemplo).
Em 2003, o Brasil importou 1,2 milhão de aves e ovos férteis, sendo 60% dos Estados Unidos (EUA). As exportações de frango do Brasil, depois da ocorrência da doença nos EUA e na Ásia, devem aumentar em 15%, segundo estimativas do ministério. Em janeiro, já houve um aumento de 125% nas exportações de frango industrializado e 128% de peru.

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