Paraná reduz ICMS do setor moveleiro
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terça-feira, 23 de abril de 2002
Benê Bianchi Reportagem Local 
Londrina - A terceira edição da Feira Internacional da Qualidade em Máquinas, Matérias Primas e Acessórios para a Indústria Moveleira FIQ 2002 foi aberta ontem com uma notícia que agradou o setor. O presidente da Federação das Indústrias do Estado Paraná (Fiep), José Gomes de Carvalho, anunciou a pedido do governador Jaime Lerner a sanção da lei que reduz a alíquota do ICMS para produtos do setor moveleiro do Paraná de 18% para 12%, a exemplo dos Estados de São Paulo e Minas Gerais.
Sebastião Antonio Batista, presidente do Sindicato dos Moveleiros de Arapongas (Sima) e da FIQ 2002, vê a medida como essencial para garantir a competitividade da indústria moveleira do Paraná. Esperávamos por isso há mais de um ano. Para nós, significa que agora teremos mais possibilidade de competir com outros Estados, avalia. Batista preferiu não adiantar previsões sobre o aumento de produção do parque moveleiro de Arapongas com a redução do ICMS.
Também o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Mobiliário (Abimóvel), Domingos Rigoni, considera que a redução do imposto significa um grande avanço para o Paraná. No País, as expectativas para o setor neste ano são otimistas, na avaliação de Rigoni. A entidade, informa ele, prevê um crescimento de vendas de móveis para o mercado interno de 10% a 15% em relação ao ano passado; e para o mercado externo, em torno de 20%. Ano passado, alguns fatores prejudicaram as exportações, como a crise energética e a situação da Argentina, que era uma grande consumidora de nossos móveis, informa.
Este ano, o dólar favorável e os avanços tecnológicos dos parques moveleiros do País levam o setor a acreditar numa reação e na conquista do mercado externo. Já tivemos um crescimento de 46% de vendas para os Estados Unidos nos primeiros dois meses deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, informa, sinalizando que os EUA estão na mira do setor.
Rigoni acrescenta que surge uma possibilidade de vendas para o exterior, com empresários brasileiros e o governo federal assinando no início de maio um acordo entre o Brasil e o México para acabar com as tarifas de importação e exportação de móveis. Para ser competitivo tem que ser exportador, afirma.
Ano passado, o setor vendeu R$ 9,7 bilhões para o mercado interno e US$ 488 milhões para o mercado externo. O Parque Moveleiro de Arapongas é o segundo maior em faturamento no país. As suas 145 empresas movimentaram R$ 540 milhões em 2001. Em todo o Norte do Estado, onde estão instaladas 500 empresas, o faturamento foi de R$ 780 milhões.
Várias autoridades participaram da abertura da FIQ 2002. Estiveram presentes o secretário de Obras do Estado, Augusto Canto Neto, representando o governador Jaime Lerner; o prefeito de Arapongas, José Aparecido Bisca; o vice-prefeito, Ricardo Augusto Grassano; o presidente da Câmara, Osvaldo Simões de Melo; o vice-presidente da Fiep, Francisco Marcos Penacchi; os deputados federais Luiz Carlos Hauly e Alex Canziani; e o presidente da Expoara, João Sequeira Cardoso de Oliveira, entre outras autoridades.


