Curitiba - A SIG Combibloc, principal concorrente mundial da Tetra Pak no segmento de embalagens cartonadas (longa vida) e de máquinas de envase para alimentos e bebidas, inaugurou ontem sua primeira fábrica brasileira, na cidade de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba. a SIG planeja ampliar sua participação no mercado (hoje detém menos de 10%) que é o segundo maior consumidor de produtos longa vida, atrás apenas da China.
Em 2010, o Brasil consumiu 8 bilhões de litros de produtos longa vida, sendo responsável por mais de 75% do volume envasado na América do Sul. A estimativa é que até 2014 o consumo aumente 6,4% no País, mais de 50% da média de crescimento mundial esperada, que é de 4,2% até 2014.
Outro atrativo do Brasil é o fato do país ser o segundo mercado global e maior produtor de leite UHT em embalagem cartonada. Estudos apontam que até 2014 a demanda passará de 5,5 bilhões de litros para mais de 7 bilhões de litros. Já para as bebidas não carbonatadas, como sucos e bebidas a base de soja, estima-se uma demanda de 600 milhões de litros no Brasil até 2014 (23% do crescimento mundial).
Segundo o diretor da SIG Combibloc, Rolf Stangl, a escolha por Campo Largo levou em conta as excelentes conexões logísticas da região - boas estradas e acesso a aeroportos e portos -, a alta qualificação de pessoal e a proximidade com clientes, como as marcas Frimesa, Batavo, ABF-Fleischmann, Olé Alimentos, Piá e Itambé.
De acordo com o diretor presidente da SIG na América do Sul, Ricardo Rodrigues, até o fim do ano a SIG vai gerar 225 empregos no País, entre os empregados da fábrica e a unidade administrativa de São Paulo. Em Campo Largo, 80% da mão de obra é local.
Projeto
Para construção da unidade brasileira, a SIG está investindo 90 milhões de euros. A indústria tem capacidade para produzir 1 bilhão de embalagens por ano, mas o objetivo é dobrar a produção até 2016.
O projeto ficou a cargo da Plaenge Emisa, divisão industrial do Grupo Plaenge. Nessa primeira fase, a construção ocupa 12 mil metros quadrados e foi edificada através do sistema turn Key: a construtora executa todas as etapas de implantação do empreendimento, do projeto à montagem eletromecânica dos equipamentos. Ou seja, o cliente só precisa ''acionar a chave'' para a unidade funcionar. ''Além de todas as etapas da construção civil e do fornecimento e montagem de todas as utilidades, colaboramos também na escolha do terreno a até mesmo da cidade onde a fábrica foi instalada'', conta o diretor da Emisa, Evaldo Fabian.

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