Curitiba O crescimento da avicultura do Paraná, que ocorreu durante todo o ano, surpreendeu no mês de novembro. Houve crescimento de 51,6% nas exportações em relação ao mesmo período do ano passado, com um faturamento de US$ 53,2 milhões no mês. Em peso, o setor avançou 37%. O Sindicato da Indústria de Produtos Avícolas do Paraná (Sindiavipar) comemora o abate de 76 milhões de cabeças por mês, 20 milhões de cabeças acima de Santa Catarina que é o primeiro estado exportador de frango do País e produz 56 milhões de cabeças por mês.
Para o ano que vem, as 30 plantas industriais existentes do Estado poderão abater até 100 milhões de cabeças de aves por mês, caso se concretizem as projeções de vendas no mercado externo e interno. O presidente do Sindiavipar, Domingos Martins, acredita que se o governo federal eliminar os impostos dos alimentos da cesta básica, onde se inclui o frango, as vendas tendem a alavancar ainda mais também no mercado interno.
No mercado externo, o Paraná já exporta para cerca de 100 países. A previsão para o ano que vem é exportar para 130 destinos, caso as negociações com mercados africanos e Rússia tenham sucesso. Segundo Martins, é a primeira vez que esses países vêm ao Paraná em busca de frango, o que demonstra que o produto está competitivo. As indústrias estão produzindo o frango por R$ 1,90 o quilo, preço considerado atraente destacou o empresário.
Segundo Martins, atualmente as exportações incidem em 27% sobre a produção. Para o ano que vem ele acredita que elas vão incidir em 33% sobre a produção. O frango já se destaca como terceiro produto mais exportado do Paraná, atrás apenas da soja e do carro.
Para ampliar a participação no mercado externo, as indústrias estão investindo na modernização das salas de cortes para atender o mercado externo. O empresário lembrou que o avanço da industrialização vai trazer mais faturamento as indústrias do Estado, porque o preço por tonelada é superior ao do frango inteiro.
Uma novidade que deverá ser ampliada em 2004 é a exportação de frango pré-cozido. Segundo Martins, a cooperativa Lar, na região Oeste, é pioneira na fabricação de pré-cozidos. Ele acredita que esta será a tendência das exportações de frango no futuro porque acabam com qualquer preocupação em relação à sanidade dos animais.
Este ano, o Paraná deve fechar o mês de dezembro com uma produção acumulada de 1,65 milhão de toneladas, considerada a maior produção da história. Se houver crescimento na economia, Martins não tem dúvida que a produção de aves vai aumentar ainda mais. De acordo com o Sindiavipar, a cada R$ 1 milhão aplicados na avicultura são criados 250 empregos.

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