Paraná quer vacinar todo o rebanho em 10 dias
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quinta-feira, 27 de outubro de 2005
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Imunidade de massa. Essa é a estratégia que a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento quer usar, vacinando 100% do rebanho de bovinos e bubalinos do Paraná em 10 dias de campanha. O ojetivo é obter uma resposta rápida da imunidade dos animais, conforme explicou o secretário executivo do Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária (Conesa), Silmar Burer. Para isso, a Secretaria pretende aproveitar o estado de alerta entre os criadores, diante do anúncio de suspeitas da febre aftosa no Paraná.
O período regular da segunda etapa da campanha contra febre aftosa este ano vai de 1 a 20 de novembro. A campanha será lançada oficialmente na próxima terça-feira, na colônia Avencal, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, pelo governador Roberto Requião e vice-governador e secretário da Agricultura e do Abastecimento, Orlando Pessuti. A Seab não aprovou a antecipação da vacinação determinada pela prefeitura de Palotina.
O lançamento oficial da campanha será precedido de encontro com criadores nos Fóruns Paraná na Luta contra a Febre Aftosa, promovido pelo Conesa. Os fóruns serão realizados hoje em Cascavel, Umuarama, Paranavai. Amanhã, será realizado em Ponta Grossa e na segunda-feira, 31, em Londrina. Estão sendo esperados mais de 500 criadores em cada um.
Burer esclareceu que nessa campanha nenhum animal pode deixar de ser vacinado, desde os bezerros recém-nascidos até os mais velhos da propriedade. Segundo Burer, não haverá escassez de vacina e a distribuição já começou em todas as revendas do Estado. O Paraná deve comprar entre 11 e 12 milhões de doses, previu.
O presidente do Conesa acredita na agilização da vacinação no rebanho bovino porque o produtor paranaense está fragilizado com o surto da doença no Estado vizinho do Mato Grosso do Sul e as suspeitas em quatro localidades dentro do Estado. ''A realização dos fóruns é uma demonstração que o Paraná está dando ao Brasil de organização da sanidade agropecuária, onde o poder público se une à iniciativa privada'', afirmou.
Entre os dias 30 de outubro e 5 de novembro, Paraná e estados vizinhos vão ser vistoriados pelos técnicos do Centro Panamericano de Febre Aftosa (Panaftosa), vinculado à Organização Panamericana de Sa© úde. Os técnicos vão percorrer as divisas entre o Paraná e Mato Grosso do Sul, e também com os países vizinhos. Santa Catarina também terá sua fronteira com a Argentina verificada. O objetivo do grupo é conhecer os pontos de vigilância sanitária levantados para controle da virose em toda a área.


