Paraná quer vacinar 9,5 milhões de animais
Vânia Casado
De curitiba
A iniciativa privada vai se envolver ativamente com a campanha de vacinação contra febre aftosa, que será realizada entre os dias 1º e 20 de maio. As lideranças de produtores nos municípios devem se antecipar ao trabalho dos técnicos da Secretaria da Agricultura, promovendo reuniões de conscientização sobre a importância de erradicar a doença do rebanho de bovinos e bubalinos. Deverão ser vacinados 9,5 milhões de cabeças, desde os animais recém-nascidos até os adultos.
A participação da iniciativa privada vai ocorrer através dos membros dos Conselhos Municipais e Intermunicipais de Sanidade Agropecuária (CSAs), disse o assessor de pecuária da Federação da Agricultura do Paraná, Alexandre Jacewicz. Foram instalados 150 conselhos que cobrem todo o Estado, constituídos por representantes da iniciativa privada e do poder público. Os CSAs estão encarregados de ajudar na fiscalização e na orientação para que a produção agropecuária do município tenha sanidade e qualidade.
Na campanha contra aftosa, os representantes dos CSAs deverão mobilizar os produtores, alertando-os que não devem deixar de vacinar o rebanho e também vão acompanhar o processo de vacinação. Ou seja, os representantes dos conselhos vão procurar os produtores mais resistentes e vão orientá-los sobre a importância econômica de manter um rebanho sadio na propriedade, mesmo que ela tenha poucos animais.
Para Jacewicz, é nos municípios onde devem ser encontradas as soluções mais imediatas e a campanha de vacinação deve ganhar o máximo de adesão possível. A meta da Secretaria da Agricultura é vacinar 100% do rebanho. Um dos argumentos que serão utilizados para o convencimento dos pecuaristas será o fato de o Paraná completar no mês de maio, 5 anos sem registro de focos da doença.
O estado de sanidade do rebanho paranaense é considerado bom, condição atestada pelos exames de sorologia realizados no segundo semestre do ano passado que comprovou a ausência de atividade viral da febre aftosa entre os animais. Após esse resultado, o Ministério da Agricultura declarou o Paraná como área livre de febre aftosa, com vacinação, lembrou Jacewicz.
Agora, o próximo passo deverá ocorrer em maio, quando o estado deverá conquistar o reconhecimento internacional que é área livre de febre aftosa, com vacinação. A declaração será oficializada pelo Instituto Internacional de Epizootias, em Paris. Daí a importância dessa campanha de vacinação, destacou. A área livre vai incluir o Paraná e os estados de São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e o Distrito Federal, que compõem o Circuíto Pecuário Centro-Oeste. Com isso, o Brasil estará apto a ofertar 90 milhões de cabeças de bovinos no mercado internacional.
A eliminação da barreira sanitária no entanto não vai significar uma valorização imediata da carne bovina vendida pelo Brasil, ressalvou Jacewicz. Ele condicina essa valorização a um trabalho agressivo de marketing tanto da iniciativa privada como do governo. Não é fácil colocar esse produto no mercado, sem um trabalho integrado de convencimento de novos mercados, acrescentou.





