Fotos Daniel de AssisInteresseEncontro técnico sobre café adensado reuniu 700 pessoas ontem em Assaí Cerca de 700 cafeicultores participaram, ontem, do 2º Encontro Técnico de café adensado em Assaí (36 quilômetros a leste de Londrina). O Encontro também foi sede da reunião da Associação dos municípios do Norte do Paraná (Amunop) e contou com a participação do secretário da agricultura, Hermas Brandão e dos 23 prefeitos representantes da região.
Para Brandão, o café adensado representa não só novos empregos mas também geração de rendas. ‘‘Todos lembram como eram as cidades na época auge da cafeicultura. Agora é tempo de recomeçar e com profissionalismo’’, afirmou o secretário. Segundo ele, o governo Estadual espera uma definição rápida da política cafeeira a nível de governo federal. ‘‘Esperamos que as medidas anunciadas sejam cumpridas e não mudadas no meio do caminho como aconteceu com o trigo, que o Estado teve pelo menos 20% de prejuízo com a mudança ocorrida’’.
O secretário disse que as maiores garantias do cafeicultor, hoje, são o preço e o aumento de consumo. ‘‘R$ 221,00 a saca dá bastante tranquilidade para o produtor’’, comentou. Ele anunciou também para os prefeitos presentes, o lançamento de uma campanha de revitalização do algodão. A meta para este ano é o plantio de 250 mil hectares de algodão, o que gerará 200 mil empregos. ‘‘O ano passado tivemos só 86 mil hectares plantados porque enquanto estávamos plantando aqui, o governo federal estava importando algodão sem fornecer subsídios para o agricultor’’, disse.
O café adensado tem sido uma alternativa de renda para as pequenas propriedades. Segundo o presidente da Amunop, José Carlos da Cruz (PDT), o Norte do Paraná tem vocação para a cafeicultura ‘‘O incentivo ao café adensado é em virtude de que em espaço pequeno de terra a família do campo tenha um saldo maior no final do ano’’, afirmou.
O Norte do Paraná (região de Cornélio Procópio) conta hoje com 1,2 mil hectares de café adensado. Segundo o chefe do núcleo regional da secretaria da agricultura de Cornélio Procópio, Jonatan Vilela, a meta é de plantar 1 mil hectares por ano. ‘‘Até o ano 2000 isso geraria 7 mil novos empregos’’, afirmou. Para ele o grande problema enfrentado é a falta de política de financiamento. ‘‘A partir deste encontro estamos colhendo um livro de assinaturas para ser enviado ao Ministério da Agricultura pedindo uma política agrícola definida’’, explicou.
Para o produtor, o adensado tem sido a saída de uma fase de crises. ‘‘É uma espécie altamente lucrativa, que veio para ficar’’, disse o produtor de Ribeirão do Pinhal, Ayres Antônio Galina, que colheu, este ano, uma média de 190 sacas por hectare.

mockup