Paraná quer reduzir juro do crédito
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segunda-feira, 12 de maio de 1997
Vânia Casado Sucursal de Curitiba 
As lideranças da Agropecuária Paranaense querem a redução dos juros, dos atuais 12% para 7%, no financiamento da próxima safra de verão. Elas argumentam que a taxa real é muito elevada num período de inflação baixa. Essa é a principal reivindicação de um documento assinado pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Federação da Agricultura do Paraná e Organização das Cooperativas do Paraná, entregue ontem aos ministros da Agricultura e da Fazenda.
Outra reivindicação é a liberação de R$ 1,2 bilhão para o custeio da safra paranaense, com o desembolso imediato de uma parcela desses recursos, na forma de pré-custeio para que os produtores tenham condições de comprar os insumos agora, que ainda estão em baixa no mercado. As lideranças paranaenses defendem a revisão no preço de garantia do algodão, cujo preço mínimo deveria ser elevado para R$ 7,00 a arroba e o feijão, para R$ 30,00 a saca.
Mas a redução nas taxas de juros é a principal bandeira dos produtores paranaenses que alegam a impossibilidade de competir num mercado globalizado e também com os parceiros do Mercosul, carregando o peso dos elevados cargos financeiros, justificou Norberto Ortigara, diretor do Departamento de Economia Rural, da Seab.
Outra revisão que deve ser incluída no plano de safra 97/98 é a redução do imposto de importação de fertilizantes de 6% para 2%. Segundo Ortigara o custo desses insumos continua aumentando e existe a ameaça de aumentar mais 15% ainda esse ano, provavelmente no período de preparo do solo, observou.
O documento defende ainda revisão do Proagro, que deve considerar o item chuva na colheita como causa amparável. Aliás, essa foi a principal intempérie que prejudicou as lavouras de feijão nos últimos 3 anos, afirmou Ortigara. Na revisão do Proagro, os produtores paranaenses pedem a redução na cobrança do prêmio para as lavouras que fizerem o plantio direto, que comprovadamente traz menos riscos. Neste caso o prêmio que é de 4% deve ser reduzido para 3%, defende Ortigara.
Os produtores querem ainda que o governo federal antecipe as regras para a comercialização da safra 97/98, para que os produtores possam decidir melhor o plantio. Isso porque é comum o produtor optar por determinada cultura em função do preço praticado na safra anterior e no momento da comercialização não acontecer o que esperava, porque as condições já foram alteradas.


