Paraná quer parcelar dívida em 7 anos
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segunda-feira, 11 de agosto de 1997
Vânia Casado Curitiba 
Linus MenezesPropostaA posição do Paraná foi tomada ontem entre representantes políticos, em reunião coordenada por Hermas Brandão As lideranças rurais do Paraná propõem a prorrogação dos débitos das dívidas de crédito rural que vencem este ano para o final do prazo permitido para o pagamento, que seria de 7 anos para alguns contratos e de 10 anos para outros, e um recálculo no valor dos débitos. Os produtores questionam o valor das dívidas e acusam os agentes financeiros de cobrarem excesso de taxas como encargos, custas, honorários advocatícios que eles não sabem nem a origem. Essa proposta que descarta totalmente a anistia foi extraída de uma reunião realizada ontem no gabinete do secretário da Agricultura Hermas Brandão, na qual compareceram lideranças políticas e do setor produtivo.
O fato é que há receio de uma inadimplência coletiva dos produtores rurais contra o pagamento das dívidas securitizadas que vencem até 31 de Outubro. O objetivo não seria pregar o calote da dívida, mas forçar uma solução para a questão da dívida que na forma como está sendo cobrada é considerada impagável. Antes que a situação se agrave a Secretaria da Agricultura resolveu unificar as propostas para dar uma força política ao que seria a proposta do Paraná, resumiu Brandão.
Essa proposta será encaminhada para os membros do governo federal e parlamentares na bancada ruralista na Câmara e no Senado, para pressionar uma solução definitiva para o caso das dívidas. Brandão não descartou a possibilidade de o Paraná se unir ao Rio Grande do Sul e Santa Catarina para pleitear a renegociação da securitização, desde que não se fale em anistia, destacou.
As dívidas da securitização no Paraná somam R$ 1 bilhão segundo Norberto Ortigara, diretor do Deral,e muitos produtores que estão com a dívida securitizada enfrentam dificuldades de acesso ao crédito de custeio da safra de verão. Isso contraria a legislação que determina liberdade para o crédito, mesmo que o produtor tenha tido sua dívida securitizada, enfatizou Ortigara.


