Paraná quer implantar PPPs para aeroportos
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quarta-feira, 27 de abril de 2011
Reportagem Local 
O secretário da Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, apresentou em Brasília, ao ministro da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt de Oliveira, o plano aeroviário do Estado do Paraná. O secretário destacou a necessidade de investimento nos vários aeroportos paranaenses e colocou a possibilidade de implementar, no Estado, o sistema de Parcerias Público Privadas (PPPs).
José Richa Filho chamou a atenção, em especial, para a situação aeroviária da região Oeste. ''A fronteira do Paraná precisa de um aeroporto regional adequado para atender a demanda que vem aumentando substancialmente nos últimos anos'', disse. Ele lembrou ainda a carência de melhorias e ampliação no Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu.
O secretário discutiu com o ministro a possibilidade de implementar no Estado, o sistema de PPPs para fortalecer o segmento aeroviário, com investimentos destinados a ampliar e implantar aeroportos em regiões que estão em fase de desenvolvimento, mas que ainda não possuem um serviço aéreo à altura de suas necessidades. Oliveira teria afirmado que considera importante abrir em várias frentes a discussão de investimentos no setor aéreo e que está disposto a incentivar, no âmbito do poder público, o diálogo voltado para a melhoria e desenvolvimento do modal aéreo.
José Richa Filho também entregou ao ministro a relação dos aeroportos que funcionam no Estado do Paraná, aos cuidados do Departamento Hidro-Aero-Ferroviário, da Secretaria dos Transportes. De acordo com o órgão, o número de passageiros nos aeroportos públicos paranaenses cresceu 204% nos últimos 15 anos.
O Paraná conta atualmente com 40 aeroportos e aeródromos públicos mantidos por administrações municipais (36) e pela Infraero (4). Além disso, há 59 aeródromos privados distribuídos em várias regiões do Estado, sendo oito asfaltados. Os aeroportos operados pela Infraero são o Afonso Pena e o Bacacheri, em Curitiba, e os de Londrina e Foz do Iguaçu.
Exploração comercial
A exploração comercial dos aeroportos, como o aluguel de lojas, pode ser o principal atrativo num modelo de concessão, segundo o consultor da McKinsey Arlindo Eira Filho. ''A receita comercial nos outros países do mundo chega a ser a principal fonte de receita dentro de um aeroporto'', afirmou o consultor, que conduziu no ano passado um estudo sobre o setor aéreo a pedido do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).


