Paraná quer aumentar exportação de flores
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 07 de novembro de 2003
Candice Dequech<br>Equipe da Folha 
Curitiba O mercado de flores e plantas ornamentais ganha a cada dia mais importância econômica no Brasil. Dados do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor) mostram que houve um crescimento de 34% no volume exportado neste ano em relação ao mesmo período do ano passado. O volume de exportação do Paraná ainda não é representativo, mas a intenção do governo do Paraná e entidades afins, que estão organizando o 2º Encontro de Floricultura e Paisagismo, que está sendo realizado até amanhã em Curitiba, na sede da Emater, é incentivar a exportação no Estado e profissionalizar o setor.
Segundo o presidente da Ibraflor, Sérgio Pupo Nogueira, o Brasil exportou, até setembro último, US$ 14 milhões em flores e plantas ornamentais. Até o final deste ano, pretende-se chegar a US$ 20 milhões. A exportação do setor ainda representa pouco do volume total das exportações brasileiras, cerca de 0,2%. Mas, segundo Nogueira, pretende-se atingir, até 2007, vendas externas de aproximadamente US$ 80 milhões, elevando a participação do setor em 1% das exportações do País.
No Paraná, os três mais importantes pólos de exportação estão concentrados nos municípios de Londrina, Guarapuava e na Região Metropolitana de Curitiba. As plantas mais exportadas no Estado são as de jardim e de vaso. No Estado, de acordo com dados do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura, 150 produtores se dedicam à floricultura e a cadeia produtiva movimenta R$ 29 milhões no Estado. Segundo a Emater, no Paraná existem cerca de 700 floriculturas. Aproximadamente 500 delas encontram-se na Região Metropolitana de Curitiba.
Um dos projetos que vem sendo desenvolvidos pela Agência de Promoção à Exportação (Apex), do Ministério do Desenvolvimento, é o Flora Brasilis. O projeto visa incentivar a exportação no setor, que atualmente, segundo Nogueira, movimenta R$ 2 bilhões no varejo. As plantas mais exportadas no Brasil são os bulbos, mudas de crisântemo e mudas em plug (de forração e de vaso). Também são procuradas as flores cortadas frescas, folhagens frescas e folhagem secas.
No 2º Encontro de Floricultura e Paisagismo estão sendo ministradas palestras, seminários, cursos e aulas práticas, inclusive para deficientes visuais e portadores de Síndrome de Down.


