Paraná quer área livre de peste suína
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sexta-feira, 18 de agosto de 2000
Vânia Casado De Curitiba 
Mais uma barreira sanitária que impede o aumento das exportações de carnes está sendo removida no Paraná. Dessa vez, é a peste suína clássica, doença característica do rebanho de suínos que não é registrada no Estado desde 1997. Para eliminar esse entrave, o Ministério da Agricultura promove a sorologia da peste suína clássica em 15 Estados do País. No Paraná, a sorologia começa no próximo dia 25 e vai ocorrer ao mesmo tempo nos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Até os javalis existentes no Estado serão submetidos aos exames de sangue.
Para o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Antonio Poloni, mais importante que a abertura das exportações de carne, está o interesse de frigoríficos italianos em se instalarem no Paraná, assim que o Estado for declarado livre da doença. O secretário informou que as cooperativas paranaenses já estão articulando associações através de joint ventures para a industrialização de carne suína, que é realmente o ponto onde queremos chegar.
Com o fim da peste suína clássica, o Estado terá condições de aumentar em cinco vezes as exportações de carne suína no prazo de três anos. Esse ano, só um contrato fechado em conjunto pela Sadia, Sudcoop (Medianeira), Batavia (Carambeí) e Coopavel (Cascavel) deverá resultar na exportação de 100 mil toneladas de carne, no prazo de três anos. Para completar esse volume, parte dos animais virão de outros Estados para serem abatidos aqui. Com isso, a duplicação das exportações já estão praticamente garantidas, afirmou o secretário. Atualmente o Paraná está exportando 15 mil toneladas de carne suína, o que é um volume insignificante, diante do potencial do Estado, acrescentou.
Como aconteceu na campanha da aftosa, a erradicação da peste suína clássica está ocorrendo em parceria com o Ministério da Agricultura e a iniciativa privada, principalmente através de contribuições de entidades como a Associação Paranaense de Suinocultura (APS) e Sindicato da Indústria da Carne (Sindicarnes). As entidades vão destinar R$ 37.746,00 para custear os exames de sangue nos animais.
A sorologia no Paraná será feita em 250 granjas, onde serão coletadas 4 mil amostras de sangue. O prazo para a coleta de sangue será de 30 dias e os resultados serão apresentados pelo Ministério da Agricultura em novembro. Até o final do ano, os Estados que não apresentarem resultados positivos da doença serão declarados livres da doença. Depois disso a Organização Internacional de Epizootias (OIE) comunica a conquista do novo status sanitário aos principais mercados consumidores como Europa e Japão.
Será utilizada a mesma estrutura técnica montada para a erradicação da aftosa, como forma de reduzir custos.


