Paraná precisa aliviar seus armazéns
A elevada produção paranaense é boa e ao mesmo tempo ruim para o agronegócio do Estado. Ainda com soja em seus armazéns, a segunda safra de milho, estimada em 10,98 milhões de toneladas, deverá lotar os silos do Paraná até o final da colheita. Segundo Luiz Lourenço, diretor da Abag e presidente da Cocamar Cooperativa Agroindustrial, parte dessa produção de milho poderá ficar armazenada até o início do próximo ano, quando inicia a colheita da safra de verão, o que já tem gerado certa preocupação por parte da cooperativa.
Lourenço explica que o Paraná está começando a correr atrás para construir novas unidades armazenadoras. Ele aponta que outra solução para resolver o entrave seria se a produção agrícola do Centro-Oeste fosse escoada para portos localizados no Norte do Brasil, ao invés de Paranaguá, o que daria, na opinião dele, um grande alívio para o Estado. "É preciso melhorar a logística do Mato Grosso", completa.
No caso das ferrovias paranaenses, Lourenço observa que a linha que liga Londrina e Maringá até o porto de Paranaguá é muito antiga e necessita ser renovada. "Quando o trem chega em trecho de serra, a dificuldade é ainda maior", completa o presidente da Cocamar. (R.M.)





