‘‘O Paraná produz cafés de excelente qualidade, mas a média paranaense de grãos riados e rios tem sido historicamente acima dos 50%. Esse índice pode ser revertido e mais que maiores ganhos com preço, o produtor pode ter mercado garantido’’. A afirmação é do engenheiro agrônomo do Departamento Nacional do Café do Ministério da Indústria, Comércio e Turismo, Francisco Barbosa Lima, que participou ontem do debate ‘‘Rumos do Café no Paraná: qualidade e preço’’, durante a 37ª Exposição.
Segundo Lima, a modificação das práticas de colheita, preparo e condução da lavoura de café são os primeiros passos para a melhoria da qualidade do café paranaense. A previsão para essa safra é que o Paraná colha cerca de 1,7 milhão de sacas. Se a média de grãos de qualidade inferior se mantiver em 50%, o Paraná pode perder, em valores de hoje, R$ 42,5 milhões.
Lima acredita, entretanto, que a campanha em busca do café padrão Paraná, que foi proposta e encaminhada pela reunião de ontem, essa realidade vai mudar já para a próxima safra. ‘‘Será levado ao produtor, através de empresas e instituições de pesquisa e extensão rural, as principais armas para a produção de café de qualidade: tecnologia e assistência técnica. O governo fica responsável pelo apoio financeiro, através de linhas de financiamento e outros mecanismos de crédito’’, explica. Para ele, o Paraná tem um grande potencial para cafés finos - principal mercado da cultura.

mockup