Curitiba - O novo modelo regulatório do Pré-Sal deve estimular a formação de joint ventures (parcerias) com a Petrobras. A tendência é que as empresas internacionais se associem às nacionais. A opinião é do diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, que esteve ontem em Curitiba para participar de um seminário.
''Há 40 anos, 80% das reservas de petróleo no mundo estavam nas mãos de empresas internacionais. Hoje estas empresas detêm de 25% a 30% das reservas, enquanto 70% estão com empresas nacionais'', destacou.
O diretor incentivou as empresas do Paraná a se prepararem para as encomendas que virão com a exploração do pré-sal. A estatal planeja comprar 296 equipamentos até 2020 na cadeia de exploração do pré-sal, sendo 153 até 2013. Fazem parte das encomendas navios de grande porte, barcos de apoio, plataformas de produção, entre outros. Ele defendeu que a indústria do Paraná realize investimentos e qualifique mão de obra para aproveitar oportunidades.
Sobre os impactos ambientais da exploração, ele destacou a experiência da empresa com reinjeção de CO2 para a revitalização de campos maduros, processo que pode ser usado para compensar as emissões do gás na exploração.
Ele também é favorável ao marco regulatório proposto pelo governo ao Congresso, e explicou que o cenário hoje é diferente do anterior. ''Em 1997, o cenário era de blocos exploratórios de baixa rentabilidade e risco elevado. Hoje, com o pré-sal, o risco é muito pequeno'', disse. Segundo ele, nos poços de pré-sal perfurados na Bacia de Santos o índice de sucesso foi de 100%, acima da média mundial que é de 20%.
De acordo com ele, o risco é ''zero'' para o governo, que será remunerado com volumes de petróleo, o chamado Óleo Lucro. ''A união não tem risco neste processo, o risco é do empreendedor'', afirmou. Segundo Costa, o modelo de partilha de produção é adotado em países de grandes reservas, como Arábia Saudita e Venezuela.
A província do pré-sal tem 149 mil quilômetros e se estende desde o Sul de São Paulo até o Sul do Espírito Santo. Os reservatórios ficam entre 5 mil e 7 mil metros abaixo do nível do mar. Hoje, a taxa de sucesso na perfuração é de 87% - de cada dez poços a Petrobras descobre petróleo em 8,7. A média mundial é de 30%.
Na Bacia de Santos e de Campos estão as principais descobertas de reservas com os poços de Tupi, Iara, Guará e Parque das Baleias. Hoje, o Brasil tem 14 bilhões de barris de reservas provadas e com o pré-sal deve dobrar este volume. A produção atual do pré-sal é de 35 mil barris por dia com os poços de Tupi (Bacia de Santos) e Parque das Baleias (Espírito Santo). A exploração acontece a 300 km da costa brasileira e apresenta diversos desafios tecnológicos.
O gerente de planejamento da exploração e produção da Petrobras, Mauro Yuji, informou que hoje o custo para perfurar e equipar um poço é de US$ 130 milhões. Segundo ele, esses investimentos se mostraram viáveis mesmo durante a crise financeira mundial. Em 2010, deve entrar em operação o poço piloto de Tupi que irá produzir 100 mil barris/dia.







Exploração do Pré-sal no Brasil

- A província do pré-sal tem 149 mil km

- Os reservatórios ficam entre 5 mil e 7 mil metros abaixo do nível do mar

- A taxa de sucesso na perfuração é de 87%

- Na Bacia de Santos e de Campos estão as principais descobertas de reservas com os poços de Tupi, Iara, Guará e Parque das Baleias

- A produção atual do pré-sal é de 35 mil barris por dia com os poços de Tupi (Bacia de Santos) e Parque das Baleias (Espírito Santo)

- A exploração acontece a 300 km da costa brasileira

Fonte: Petrobras

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