A estratégia traçada para que o Paraná possa obter o reconhecimento de área livre de febre aftosa, sem vacinação, poderá custar em torno de R$ 3,68 bilhões ao governo e à iniciativa privada num período de 20 anos.

Em compensação, nesse mesmo período, a economia paranaense poderá acumular benefícios avaliados em R$ 5,1 bilhões. O valor representa um ganho de aproximadamente 20% aos produtores em relação ao status atual e a injeção de novos recursos na economia do Estado.

Essa avaliação consta do estudo técnico sobre o Impacto Econômico da Suspensão da Vacinação contra a Febre Aftosa apresentado anteontem (27) em reunião do Conesa (Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária).

Entre as responsabilidades do governo estadual, está a criação da Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná) e dotar o serviço público de sanidade agropecuária de infraestrutura capaz de controlar não só um possível surto de febre aftosa como as demais doenças e pragas que possam atingir a produção agropecuária.

O estudo técnico comprova que há um ganho de 20% se for adotada a estratégia de suspensão da vacinação contra febre aftosa recomenda por estudos técnicos.

Parte do ganho é proporcionado por custos não realizados com a suspensão da vacinação contra febre aftosa, como compra da vacina, custo com vacinadores, com vacinação assistida pela Secretaria a cerca de 8 mil propriedades. Para cada dólar obtido com a exportação de carnes, cerca de US$ 0,70 é injetado na economia do Estado, calculam os técnicos.

Para o superintendente do Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural no Paraná), Ronei Volpi, agora o Estado dispõe de uma ferramenta poderosa de análises de custo e benefício. Segundo ele, essa decisão deve seguir à risca as recomendações técnicas e científicas para dar segurança, proteção e competitividade ao produtor rural.

"Não podemos buscar apenas a retirada da vacina contra a febre aftosa, mas sim a eficiência sanitária para evitar perdas como ocorreram no Paraná em outros momentos."

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