O Paraná está atrás do Rio Grande do Sul e Santa Catarina nos empréstimos do Pronaf destinados a investimentos. O alerta é da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Paraná (Fetaep). De acordo com dados da Fetaep, tanto o Banrisul quanto o Besc - bancos estaduais do RS e de SC - já estão operando com esta linha há mais de um mês e estão se antecipando ao Paraná e a outros Estados na solicitação dos recursos junto ao BNDES.
Segundo a Fetaep, a preocupação é que os R$ 350 milhões do programa são destinados a todos os Estados da região Sul e Sudeste. ‘‘O problema é que não há uma destinação dividida por Estado e, com isso, quem solicitar primeiro leva o empréstimo’’, observa Sérgio Gutierrez, coordenador técnico da Fetaep.
O secretário nacional de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Guilherme Dias, que participou anteontem do 3º Seminário Estadual de Política Agrícola, admitiu que é a burocracia interna dos bancos que emperra o repasse de recursos. ‘‘Estamos chegando ao absurdo ‘sobrar’ dinheiro no banco enquanto o agricultor necessita de empréstimo’’, disse.
A Fetaep estima que a demanda reprimida pelo Pronaf investimentos no Paraná é de R$ 150 milhões. A entidade calcula que entre 20 mil e 30 mil pequenos agricultores deverão recorrer ao empréstimo. ‘‘O problema é que até agora o Banestado não está nem aceitando os pedidos porque não há instrução nas agências’’, informa Gutierrez.
O Banestado admitiu que ainda não está liberando os empréstimos do Pronaf investimento, embora já esteja credenciado pelo BNDES a operar nesta linha. A direção do banco não quis comentar os motivos da não liberação dos recursos e nem deu uma previsão de quando começará a atuar no programa.

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