Paraná perde R$ 1,3 bilhão com estiagem
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2006
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - As perdas na safra de grãos no Paraná, por conta da estiagem, somam até agora perto de R$ 1,3 bilhão. Mais da metade desse rombo (R$ 716,6 milhões) se concentra nas lavouras de soja da safra normal, que responde por quase 90% da quebra de produção. A estimativa inicial de produção, que era de 11,73 milhões de toneladas, caiu para 10,06 milhões de toneladas. Considerando todas as culturas da safra de verão, os agricultores paranaenses deixarão de produzir 3,8 milhões de toneladas de grãos.
Segundo levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, divulgado ontem, a quebra na safra de soja foi mais abrangente no Sudoeste do Estado, onde 42,5% da produção estão comprometidos. A região de Toledo é a que mais perdeu, em volume: 291,8 mil toneladas. Junto de Campo Mourão (quebra de 268,9 mil t), Francisco Beltrão (232,2 mil t) e Cascavel (213,5 mil t), ela responde por 60,36% das perdas.
Em termos percentuais, a maior quebra foi na safra normal de milho: -22,17% ou o equivalente a 2 milhões de toneladas a menos em relação à safra anterior. A perda financeira, somada à do milho safrinha, é de R$ 412,8 milhões. Nessa cultura, as regiões mais prejudicadas são de Francisco Beltrão (- 620 mil t), Pato Branco (- 295,9 mil t), Ponta Grossa (242,6 mil t) e Laranjeiras do Sul (214,7 mil t).
A segunda cultura mais afetada pela estiagem, também em termos de quebra de produção, é a do feijão das águas (1 safra), com 17,86%. De acordo com o Deral, o período de semeadura sofreu influência de dois fatores climáticos: excesso e escassez de chuva. A estimativa de produção, que era de 534 mil toneladas, reduziu-se para 438,6 mil toneladas. Essa produção ainda pode ser prejudicada porque, até o momento, a colheita atingiu apenas 71% da área plantada. Dos 100 mil hectares a serem colhidos, 10% estão em fase de floração, 30% na fase de frutificação e 60% na fase de maturação.
As perdas nas lavouras de feijão estão concentradas nas regiões de Ponta Grossa (38,8 mil t), Curitiba (14,2 mil t), Irati (10,6 mil t) e Guarapuava (9,6 mil t), que reúnem 40,7% do prejuízo.


