O retorno das chuvas, em todo o Estado, nos últimos dias, prejudicou ainda mais a agricultura do Paraná. Culturas de expressão econômica como feijão das águas e trigo tiveram suas perdas ampliadas. A quebra na produção de feijão evoluiu de 8% para 13,5%, resultando em prejuízo de R$ 57,9 milhões aos produtores. Na produção de trigo, a quebra evoluiu de 18% para 20% e o prejuízo ao produtor está avaliado em R$ 66 milhões, só com a perda física do produto.
A informação é do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, que concluiu um novo levantamento sobre o comportamento da safra de inverno e o plantio da safra de verão 98/99. De acordo com informações que chegaram do campo, cerca de 26.600 hectares de área plantada com feijão foram definitivamente perdidos com as chuvas. Só na região de Francisco Beltrão, a quebra na safra do feijão é de 30%.
Com isso a estimativa inicial do Deral, de que seriam colhidos 522.600 toneladas de feijão, foi reduzida para 451.700 toneladas, uma perda de 70.900 toneladas, calculou a técnica Vera Zardo. Atualmente, 83% dos 508.000 hectares previstos para o plantio de feijão já estão ocupados, sendo que ainda falta plantar áreas nas regiões Sul e Centro-Sul.
Apesar de o plantio de feijão não estar concluído, a colheita de áreas semeadas mais cedo já começou. Cerca de 1% já foi colhido e isso foi suficiente para manter os preços do produto em queda. O feijão carioca foi comercializado ontem por R$ 52,00 a saca, em média, e o feijão preto, por R$ 52,79 a saca. Segundo Zardo, o preço do feijão no mercado vai depender do comportamento do clima daqui para frente, já que a safra das águas do Paraná contribui com 40% da produção nacional.
O trigo também continua sendo prejudicado. Agora, a colheita que deveria render um total de 1,85 milhão de toneladas, foi reduzida para 1,48 milhão de toneladas. São 420,900 toneladas de trigo a menos na safra deste ano e a área perdida já atinge 28.600 hectares.

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