A exemplo do que já ocorreu com a soja na safra 99/2000, o Paraná perde a liderança na produção de trigo. O motivo é o mesmo: a influência de ocorrência climática grave. No caso da soja, a cultura foi prejudicada por severa estiagem ocorrida no segundo semestre do ano passado que atrasou e prejudicou o desenvolvimento das lavouras. Com o trigo, as geadas que ocorreram no mês passado atingiram as lavouras das regiões Norte e Oeste em plena fase de floração e frutificação, provocando a quebra de 62% da produção.
O maior desafio da próxima safra de trigo é a falta de semente, alertou Benami Bacaltchuka, chefe do Centro Nacional de Pesquisa de Trigo, em Passo Fundo (RS). Ele destaca que é grande o risco da falta de material genético adaptado no Estado, porque os produtores dificilmente terão recursos para a formação de sementes. O Paraná plantou 750 mil h e deveria colher 1,65 milhão de t. Teve quebra de pouco mais um milhão de t, segundo informou o Departamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura (Deral). Já o RS deverá colher 900 mil t de trigo. Lá, as lavouras são plantadas mais tarde e as geadas ocorridas no mês passado, quando as culturas estavam em fase de perfilhamento, não prejudicaram. As baixas temperaturas permitem maior enraizamento e fortalecimento das plantas.

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