O Paraná perdeu a quarta posição nacional em competitividade, riqueza e infra-estrutura econômica e social para o Estado do Rio Grande do Sul. A queda foi apontada em uma pesquisa feita pela Simonsen Associados e divulgada ontem pela revista de economia Amanhã. O lançamento da edição da revista aconteceu na sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Os números apontam que o Paraná ultrapassa a média nacional de crescimento econômico em 51,4%, enquanto o Rio Grande do Sul está à frente com uma pequena variação de 51,8%.
Desde a pesquisa feita no ano passado, Paraná e Rio Grande do Sul travam uma batalha pelos índices e para se manter no ranking. Em 1996, a economia paranaense estava à frente. Segundo o economista da Simonsen, Antonio Cordeiro, o Rio Grande do Sul avançou em obras de infra-estrutura, ultrapassando a economia paranaense. Antes dos dois Estados do Sul, aparecem São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais como as principais economias do País.
A pesquisa, que analisa 98 indicadores econômicos de riqueza e infra-estrutura, mostra que Minas Gerais teve um dos maiores desempenhos globais em infra-estrutura. De um ano para outro, a economia mineira saltou de um quinto lugar para uma terceira posição, deixando para trás os estados gaúcho e paranaense.
Um dos destaques paranaenses ficou por conta do crescimento médio do Produto Interno Bruto (PIB), entre 1990 e 96. Segundo o Instituto de Pesquisa e Economia Aplicada (Ipea), o Paraná foi o terceiro Estado que obteve o maior crescimento do PIB, com um índice de 6,6%. A média nacional foi de 2,7% ao ano. Na frente do Paraná, ficaram os Estados do Tocantins (7,8%) e o Acre (7%).
O PIB paranaense (R$ 50 bilhões) teve um crescimento disparado na região Sul. O PIB catarinense (R$ 24,7 bilhões) aparece na 12ª colocação em crescimento, com uma variação de 3,79%. Na posição seguinte está o Rio Grande do Sul (R$ 54,6 bilhões) com 3,77% de aumento. Rio de Janeiro (-0,2%) e Distrito Federal (-4,7%) foram as duas unidades da Federação com queda de Produto Interno Bruto.
Apesar de ter tido um crescimento igual ao PIB nacional, isto é, abaixo de Estados como o Paraná, São Paulo ainda é disparado o local das grandes concentrações de investimento. ‘‘Para construir uma economia igual a de São Paulo seria preciso juntar Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Bahia’’, indica a revista.

mockup