Paraná pede novo aumento para o PEP
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sexta-feira, 06 de dezembro de 1996
Elvira Fantin 
A Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) e a Secretaria da Agricultura querem que o governo federal conceda um novo aumento nos valores dos prêmios para os leilões do Programa de Escoamento da Produção (PEP) para garantir a venda do trigo nacional. A reivindicação é que o PEP para os moinhos do Paraná passe de R$ 3,00 a tonelada para R$ 10,00 a tonelada e para São Paulo passe dos atuais R$ 11,00 para R$ 17,00 a tonelada.
A proposta consta de um documento enviado ontem ao ministro da Agricultura, Arlindo Porto. No documento, o secretário da Agricultura, Hermas Brandão e o presidente da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), João Paulo Koslovski, argumentam que até agora apenas 31% da safra de trigo do Paraná
foram comercializados enquanto o restante está sem mercado.
A preocupação maior é com a proximidade da entrada da safra argentina no mercado brasileiro que pode comprometer ainda mais a comercialização da safra nacional. No documento enviado a Brasília, a Secretaria da Agricultura e a Ocepar pedem ainda a concessão de um prazo de 180 dias para o pagamento do trigo adquirido nos leilões do PEP. Hoje os moinhos têm que pagar a compra em, no máximo, cinco dias. Outra reivindicação é a liberação de EGF para as indústrias adquirirem a produção.
Dentro do Estado, o secretário da Agricultura já está negociando com o Banestado a garantia de empréstimos para financiar a compra do trigo pelos moinhos.
A safra de trigo no Paraná este ano vai chegar a 2 milhões de toneladas e se não encontrarmos uma solução urgente para a comercialização no próximo ano o plantio de trigo será drasticamente reduzido no Estado, adverte Brandão. De acordo com ele, o preço de mercado hoje para o trigo de qualidade superior já está bem inferior ao preço mínimo. Os moinhos estão oferecendo entre R$ 133,00 e R$ 140,00 pela tonelada do produto de boa qualidade, cujo preço mínimo é de R$ 157,00, informa Brandão.


