Paraná pede crédito para aumentar feijão da seca
A Secretaria da Agricultura do Paraná (Seab) pediu ontem ao Ministério da Agricultura a sua imediata intervenção junto à diretoria de crédito rural do Banco do Brasil para viabilizar o repasse de crédito de custeio do feijão da seca (segunda safra), em fase de plantio no Estado. A produção prevista é de 135 mil toneladas, 25% a mais que a segunda safra de 1998, e uma expectativa de receita de R$ 116 milhões. O volume de crédito necessário estimado é de R$ 24 milhões.
A solicitação é para que o crédito seja disponibilizado através do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que tem juros de 5,75% ao ano. A estimativa Departamento de Economia Rural (Deral) é de que sejam cultivados 113 mil hectares - a maior área dos últimos nove anos e 22% superior a do ano passado.
Em documento enviado na quinta-feira ao ministro da Agricultura, Francisco Turra, o diretor geral da Seab, Norberto Ortigara, lembra da importância social da lavoura que é cultivada principalmente por pequenos produtores, envolvendo 16 mil famílias.
Nos últimos dois anos, esses agricultores estão tendo uma melhor oportunidade de ganho com o feijão da seca, em plena entressafra do feijão das águas, que tem maior volume de produção e é colhido entre setembro e janeiro, comenta. A época recomendada para o plantio do feijão da seca é de janeiro a março e a colheita ocorre entre os meses de abril a junho.
Preços Margoreth acredita que o preço do feijão está próximo da estabilização e não deve sofrer grandes oscilações nas próximas duas ou três semanas. O preço do produto deve ficar estável em função de uma acomodação do mercado, diz.
Depois da alta registrada nos últimos meses - a saca do feijão carioca de 60 quilos foi vendida entre R$ 55 e R$ 60, no Paraná, até 10 de janeiro - os preços despencaram. Na semana passada, o preço médio da saca era de R$ 43,17 e caiu para R$ 39,25 nesta semana, variação de 35%.
Margoreth explica que a oscilação de preço foi ocasionada por vários fatores, entre eles a instabilidade do mercado financeiro. Apesar do feijão não ser commoditie, os preços do produto também sofreram os efeitos psicológicos da flutuação do câmbio, explica. Outros motivos da queda foram o aumento da orfeta do produto no mercado - com os preços em declínio muitos produtores apressaram a venda - e a expectativa de uma safra 25% maior que a do ano passado, no Paraná.ArquivoHora de plantarParanaenses têm razão de sobra para plantar feijão: os preços têm sido compensadores nos últimos mesesAndrea Vendramini





