O Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná ultrapassou o do Rio Grande do Sul no ano de 2013 colocando o Estado na quarta posição entre as maiores economias do Brasil. A mudança de patamar é histórica, pois há 66 anos o Paraná ocupava a quinta posição no ranking dos estados que mais geraram riquezas para o País. Em 2013, os paranaenses responderam por 6,3% desse bolo, ficando atrás de São Paulo (32,1%), Rio de Janeiro (11,8%) e Minas Gerais (9,2%). Os gaúchos perderam por pouca diferença a quarta colocação, ficando com uma fatia de 6,2% no PIB nacional.
Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), durante entrevista coletiva no Palácio das Araucárias, em Curitiba, com a presença do presidente do Ipardes, Julio Suzuki Júnior, e do chefe do IBGE no Paraná, Sinval Dias dos Santos.
O PIB é anunciado com uma defasagem de dois anos por conta da complexidade do cálculo, que usa dados de várias pesquisas estruturais. Em 2013 o cenário econômico era diferente do panorama atual. Naquele ano, o PIB do Paraná somou R$ 332,837 bilhões, crescendo em termos reais 5,6% em relação ao ano anterior.
Mas, o panorama econômico pode mostrar um cenário não muito positivo nas próximas análises referentes a 2014 e 2015. Tanto Júlio Suzuki quanto Sinval dos Santos evitaram fazer previsões. "O cenário do que vai acontecer nós não sabemos. O IBGE não faz projeção. Primeiro, nós coletamos as informações para depois divulgarmos", comenta Sinval dos Santos. Por outro lado, o Banco Central estima para este ano uma queda de 3,1% no PIB brasileiro.
O Paraná também subiu uma posição no ranking do PIB per capita (PIB total dividido pelo número de habitantes). E passou a ocupar a sexta colocação. Em 2013, o Estado apresentava um PIB per capita de R$ 30.265, atrás do Distrito Federal (R$ 62.859), São Paulo (R$ 39.122), Rio de Janeiro (R$ 38.262), Santa Catarina (R$ 32.290) e Espírito Santo (R$ 30.485). A média do Brasil foi de R$ 26.444.
Segundo o Ipardes e o IBGE, o crescimento do PIB em 2013 fez do Paraná o segundo Estado com menor desigualdade social, levando em consideração o índice de Gini. Nessa metodologia, a pontuação vai de zero a 1 - quanto mais perto de zero, menor é a desigualdade social. A pontuação do Paraná ficou em 0,469 contra 0.435 de Santa Catarina. Em 2012, esse indicador estava em 0,483.
Suzuki acredita que a tendência é o Paraná se consolidar como a quarta maior economia do País no longo prazo. O Estado também pode superar o Rio Grande do Sul em números de habitantes até 2018, caso os dois mantenham o ritmo atual de crescimento. "O Paraná se aproximou muito do Rio Grande do Sul. Se continuar essa tendência, no ano de 2018, é provável que supere o Rio Grande do Sul em termos de população. Porque o Rio Grande do Sul tem uma taxa de fecundidade muito baixa e uma taxa de migração alta", diz Sinval dos Santos.
Frederico Cunha, gerente da Coordenação de Contas Nacionais do IBGE, pensa diferente. "As economias do Paraná e do Rio Grande do Sul são quase gêmeas. No ano de 2013, a paranaense teve uma propagação mais eficiente. Os valores estão muito próximos e não dá para falar em tendência", declara.

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