Paraná organiza missão comercial à China
PUBLICAÇÃO
domingo, 06 de abril de 2003
Oswaldo Petrin<br> Reportagem Local 
Para executar um programa de governo que pretende garantir um copo de leite/dia para os seus 1,3 bilhão de habitantes, a China precisa importar tecnologia, insumos e produtos do Brasil. Os primeiros contratos dessa relação comercial serão tratados durante visita de empresários brasileiros ao maior evento do agronegócio daquele País, o China International Dairy Expo 2003, de 5 a 8 de junho.
Detalhes sobre a missão comercial brasileira à China foram tratados neste final de semana, em Londrina, entre o cooordenador da Câmara de Comércio Brasil-China, Carlos Augusto Meinberg, e o empresário Marcelo Vezozzo, da Araucária Genética Animal, que será o coordenador da missão no Estado do Paraná. A missão será chefiada pelo ministro Roberto Rodrigues, da Agricultura, que sugeriu a inclusão de representantes da agricultura.
Meinberg disse a este jornal que os números do potencial da China impressionam. Para montar um programa de produção leiteira, os técnicos chineses precisam de 20 milhões de sêmen ao mês, que representam US$ 4 milhões. ''A princípio considerei um absurdo - disse - mas eles confirmaram. Tudo que a China pretende importar do Brasil são números altos.
Dinheiro é o que não falta à China, nesta abertura econômica para o Ocidente, segundo o coordenador da Câmara de Comércio. Com uma reserva cambial de US$ 400 bilhões, os chineses querem importar tecnologias e insumos, principalmente em pecuária leiteira, e superar o tempo perdido com uma economia fechada, segundo Meinberg que também é do ramo agropecuário, depois que deixou a presidência do Banco do Estado de São Paulo (Banespa).
''É importante ganhar espaço no mercado de um país ''francamente comprador'' nas condições da China, principalmente diante das dificuldades que o Brasil tem em negociar com os EUA e países da UE, que não abrem mão dos seus subsídios e não transigem nas barreiras sanitárias (alfandegárias)'' - comenta Meinberg.


